Thursday, September 23, 2004


YEAH RIGHT !!!


Stupid little old US.... To renounce my freedom in absolute SILENCE !!!??? Yeah right... I mean... Aren't the wars perpetrated today in the name of Freedom ? Isn't in that what's entering our houses each day throughout TV ? Isn't it that what our leadres told us for the past year and a half ? So..... Now we must decline OUR freedom so that others should have it ? Yeah RIGHT !!!
I'm a European... so noone shuts me up....
GOT A PROBLEM WITH THAT ???!!!
I mean... We spend our whole life listening to other people saying that 60 years ago they couldn't speak... enjoy their youth... to live in peace... NOW we are told that we should renounce our rights, and renounce them in SILENCE ??!!
Come one... Tell me another one....
And the jokes keep on coming...

" A popular bar had a new robotic bartender installed. A fellow came in for a drink and the robot asked him, "What's your IQ?" The man replied, "150." So the robot proceeded to make conversation about Quantum physics, string theory, atomic chemistry, and so on. The man listened intently and thought, "This is really cool." The man decided to test the robot. He walked out of the bar, turned around, and came back in for another drink. Again, the robot asked him, "What's your IQ?" The man responded, "100." So the robot started talking about football, baseball, and so on. The man thought to himself, "This is quite amazing." The man went out and came back in a third time. As before, the robot asked him, "What's your IQ?" The man replied, "50." The robot then said, "So, you gonna vote for Bush again?" "

It's funny how some jokes really are a mirror of today's society. And YES.. to all those who are reading this... I really am hoping that Bush looses 2004 elections for US Presidency. I'm not saying Kerry is great but.... the smallest problem is always recommended. Along these last four years the distance between the two sides of the Atlantic became bigger. The morron's that some of us elect to lead us, instead of approching us, continue to separate what was allready apart.
Would it be possible for the "Atlantic" to become a lake and not an Ocean ? However, this has to be something wanted by both sides, not just one. And with mad people leading us, nothing will make this side wanting that approach.
WE should think on that... At least for 5 minutes each day.. It doesn't take that much time...
Com uma pequena anedota se caracteriza o Mundo.... Aqui vai ela:
" A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial. A perguntaera: "Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo."O resultado foi desastroso. Foi um total fracasso. Os europeus do norte não entenderam o que era "escassez". Os africanos não sabiam o que era "alimentos". Os espanhóis não sabiam o significado de "por favor". Os norte-americanos perguntaram o significado de "o resto do mundo". Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre "opinião". E o parlamento português ainda está a debater o que significa "diga honestamente". "
Verdade.... É ou não é ? Digam lá honestamente !

Saturday, September 18, 2004

Depois da habitual vistoria de mail's que neste momento tenho às centenas para ler, leio um que a Sófia me enviou sobre a amizade. Todo o texto que circulava pelo mail era digno de se ler, no entanto, e como em tudo, há sempre uma parcela que se destaca entre o resto. Aquela parte que nos desperta imediatamente a atenção, e que, se guarda como a mais importante.
" O verdadeiro amor não se reduz ao físico nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, do que foi, do que será e... Do que já não é... "
E aqui está.. O problema é que hoje já ninguém tem a capacidade de olhar para outra pessoa sem lhe apontar os defeitos da vida passada, as suas imperfeições enquanto ser humano, e tudo o que de errado poderá ter ( ou não ! ) fisicamente.
Vale mais uma embalagem com estilo e na moda, vazia e podre, do que uma mais "modesta" mas mais decente e sincera.
Enfim, mais um desabafo da realidade em que vivemos, onde tudo é tão bonito de apregoar e supostamente tomar como objectivo, do que na realidade defender e impôr como premissa. Viva a era do plástico, e das plásticas, onde se corta, recorta e abre, tira e põe para um final plástico maravilhoso, mas sem um mínimo de sensibilidade. Bom senso... onde andas ?!
" Quando me batem à porta, pergunto QUEM É, nunca QUEM FOI ! " esse é o objectivo que tenho em mente, não o quero impôr, mas tenho-o como aquilo em que acredito, e espero acreditar.
Não espero mudanças numa sociedade que à partida já está perdida de uma forma onde dificilmente terá um retorno, e onde os supostos valores que "devemos" e "temos" de defender passam pelo dinheiro, aparências e futilidades. Viva o vazio, viva o ridículo, viva o "indiferente", pois só estes vencem neste fantástico Mundo em que estamos... Só resta saber... até quando vencem.

Saturday, September 11, 2004

Depois de já aqui no blog ter referido três personalidades de distintas áreas que admiro por inúmeros factores, sendo eles Monica Bellucci, Aristides Sousa Mendes e Catherine Hamlin, comecei em pensar em eleger a personalidade do ano. Aquela figura que na opinião das diversas pessoas, foi a que mais se destacou no último ano, quer seja por factores negativos, quer sejam eles positivos.
Sejam pessoas de que áreas forem, nacionalidades ou idades, mais ou menos conhecidas, gostava que participassem na personalidade do ano 2004, e para tal gostava que me enviassem as vossas propostas, devidamente justificadas, sejam essas justificações os grandes testamentos tal como eu gosto de ler, ou apenas um pequeno comentário sobre os motivos da pessoa que seleccionaram para paulojsperalta@yahoo.it
Cá fico à vossa espera :)
Disorder Rating

Paranoid: Low
Schizoid: Low
Schizotypal: Low
Antisocial: Moderate
Borderline: Low
Histrionic: High
Narcissistic: Moderate
Avoidant: Low
Dependent: Moderate
Obsessive-Compulsive: Moderate

URL of the test: http://www.4degreez.com/misc/personality_disorder_test.mv
URL for more info: http://www.4degreez.com/misc/disorder_information2.html

Aqui está o resultado da minha personalidade LOL por favor.... COMENTEM !!!!!


Let us all remember this tragic day. In the memory of the victims

Wednesday, September 08, 2004


A médica australiana Catherine Hamlin, deslocou-se para a Etiópia no final da décade de 50 do século passado. Nesse país africano dedicou a sua atenção e trabalho de uma vida às jovens etiopes que eram prometidas muito jovens ( entre os 10 e 12 anos de idade ) em casamento, a homens mais velhos. Estes, devido aos costumes das tribos a que pertenciam, desejavam constituir numerosas famílias, iniciando com elas uma vida sexual precoce.
Devido aos seus jovens corpos se encontrarem ainda em formação, o início da sua vida sexual ainda em crianças, provoca além da perda do seus filhos por terem corpos novos de mais para os procriar, uma chaga, chamada fístula, que consiste na ferida da bexiga, vagina e anus. esta ferida faz com que estas jovens percam o total controle sobre as suas fezes e urina, provocando que sejam ostracizadas e marginalizadas pelo seu marido, levando até ao seu abandono, bem como por parte da família e sociedade de uma forma geral. Não tendo meios para subsistir, muitos dedicam-se depois à mendicidade.
Catherine Hamlin bem como o seu marido, dedicaram-se à contrução do Fistula Hospital, onde têm vindo a desenvolver várias técnicas para restituir a essas mesmas jovens a sua dignidade, tendo em conta que isto lhes acontece antes dos 20 anos de idade, e permitindo assim uma vida digna para o seu futuro.
Dentro de uma área que vou passar a dedicar o meu blog, e na qual já destquei a presença de Monica Bellucci e Aristides Sousa Mendes, espero que, tenham curiosidade em saber mais sobre o notável trabalho de Catherine Hamlin, trabalho que a levou a ser indicada ao Prémio Nobel da Paz de 1999.

Tuesday, September 07, 2004

Hoje lembrei-me de duas situações distintas, mas que estão unidas entre si. Unidas pela dor, pela perda, e pelo sentimento de revolta que é impossível disfarçar. Não é uma revolta de raiva. Pode ser, e é, uma revolta por mudança. Uma revolta que pede uma justiça imparcial e que castigue quem quebra a ordem e a estabilidade. Uma justiça que consiga ser portadora de algo que hoje não temos; a Segurança. Segurança esta que se baseia naquilo que perdemos. O simples facto de fazermos a nossa vida diária, onde podemos entrar num estabelecimento, autocarro, escola ou centro comercial sem imaginar ou pensar e supôr que ele possa vir a explodir às mãos de magalómanos marcenários sem escrupúlos e sem moral ou ética.
Na década de 40 do século passado, o exemplo de Ser Humano que retrato num post anterior debateu-se por um lado com as ordens que tinha, e pelo outro com as ordens que lhe ditava algo superior: a sua Moral. Felizmente e pelo bem da Humanidade, Aristides Sousa Mendes optou por obedecer às ordens que lhe ditavam a sua Moral e salvar milhares e milhares de pessoas das torturas e atrocidades do Holocausto Nazi.
Passados praticamente 60 anos, o Mundo está exactamente na mesma. Não com um grande conflito a nível mundial, mas com pequenos focos que podem explodir em conflitos de escala regionais, ou então em conflitos que privam os meros cidadãos como eu e muitos de vocês que lêem este blog de dois dos mais fundamentais direitos de qualquer cidadão, ou seja, a Liberdade e a Segurança. Podemos verificar isso isso com os atentados terroristas de Nova York e Washington em 2001, Madrid no início de 2004, e agora mais recentemente neste preciso mês de Setembro na Ossétia, uma região da Rússia, onde, os maníacos do momento resolveram entrar numa escola e tomar cidadãos como reféns. Claro está que com maníacos o número de "baixas" ( que lindo nome para se dar a uma VIDA HUMANA ) era à partida, de esperar que fosse grande.
Sem dúvida pergunto, será que existem Grandes Esperanças para este Mundo Louco ? Ou estamos apenas cá para assistir à próxima barbaridade que, pelo passar das inúmeras já sucedidas se espera igualmente terrível ou ainda mais ( se é que isso pode existir ) ?
O meu pesar vai para aqueles que sobrevivem à tragédia, e ficam neste Mundo a pensar na mais absurda das questões.... " Porquê ? "


Cada vez mais vivemos num mundo ridículo... Gostava que me explicassem como é que invadir uma escola e matar crianças, e simples civis que fazem a sua vida diária tão normalmente, é uma "boa" forma de reinvindicar independências baseadas em fundamentalismos ridículos !! Expliquem-me, mas expliquem-me como se eu tivesse 5 anos... A idade de muitos daqueles que morreram nesta última parvoíce da ignorante mente humana sedenta apenas e só de mortes e de conflitos.


Numa era em que imperava o obscurantismo, um Homem teve a coragem de dizer Não e desafiar uma ordem. Graças a ele, milhares foram as pessoas que sobreviveram aos horrores do Holocausto Nazi. Tive o imenso prazer de conhecer cedo a sua "obra" e a ele devo o meu interesse pela carreira que escolhi, tornando o meu futuro trabalho num pequeno tributo à sua GRANDE memória.
Foi por desafiar e rumar contra a maré que hoje o seu nome é conhecido. Foi por ter uma alma GRANDE que lhe devemos tanto.... Aristides Sousa Mendes.

Monday, September 06, 2004



Doesn't anyone notice that I AM DYING ???

( Let it be showned for the record that this ISN'T a pro-Bush sentence )

Saturday, September 04, 2004


Finalmente já o tenho. Um dos muito BONS filmes que vi até hoje. Não me desiludiu em nada. Apenas maravilhou. Hoje estive lá, e já tenho a minha cópia. A quem não o viu, recomendo. A quem já teve esse prazer cinematográfico.... REVEJA. Tudo neste filme está de facto excelente, mas o desempenho de Caviezel, encontra-se nos melhores que vi, juntamente com a fabulosa banda sonora... Enfim, tudo de facto no filme está bom. E que tal umas largas nomeações aos Oscars ? E revertidas claro em prémios !!! Ou vamos deixar este filme " de fora " apenas porque foi "polémico " ? Posted by Hello

Thursday, September 02, 2004

Depois do Carlinhos Spaghetti me ter enviado uma música cantada pelo Carlos do Carmo, lembrei-me de um pensamento que este havia dito numa entrevista na tv:

" Como é bom ser pequenino, ter pai, mãe e avós... Alguém que goste de nós "

Sim, é de facto muito bom saber que temos alguém que goste de nós... Pelo menos nessa altura, na idade da infância tudo é tão simples... Tudo á azul.... Nada que nos preocupe ou que nos aborreça...

Wednesday, September 01, 2004

A hipócrisia e o falso moralismo estendem-se pelo nosso país a olhos vistos. Nos últimos anos, tem sido impressionante a quantidade de disparates que correm pelas bocas das pessoazinhas. Desde " tipas " que estão no governo e que dizem que " o catolicismo é a religião oficial de Portugal " até aos " tipos " que também estão no governo ( torna-se vicioso isto ) que afirmam ter sido " a Nossa Sra. de Fátima a desviar o crude do Prestige de Portugal ", sim o que é uma proeza não nos poluir a nós e ir poluir França ( o meu coração relaxa ), as bestialidades ( leia-se de besta e não de bestial como sendo fantástico ) surgem a ritmos alucinantes.
A mais recente é a sempre presente polémica do aborto, ou interrupção voluntária da gravidez, onde estamos ainda numa Nação ( ? ) que prefere julgar e punir os seus por medidas que, até o próprio Parlamento Europeu já recomendou tornarem-se legais. " Sim.... " - gritam eles - " queimem-nas, porque elas mataram o Zézinho ".... ora.... POUPEM-ME.... Vamos lá a ser honestos... Qual é a mulher neste santo Mundo, que vai abortar sem ter um devido e válido motivo ? Será que há algum atrasado que julga que uma mulher vai engravidar para ter o " prazer " ( ? ) de ir abortar ? Ou será que quem o faz, é apenas por ser o último recurso, e o único que tem disponível, mesmo correndo o risco de ser julgada e punida pela sociedade ? Aliás... sociedade não, antes pelos governantes de extrema-direita que além de manterem um governo de um país refém, conseguem ao mesmo tempo manter toda uma população bem como os seus direitos reféns de interesses falsos moralistas que só faziam sentido ( e será que faziam ? ) no tempo da " outra senhora " ?
A questão fundamental aqui, é a meu ver, o direito à escolha. É isso que eu comento sempre nas muito produtivas " conversas de café " que tenho. É esse um dos direitos fundamentais que, neste momento, está em falta para com aquelas que se debatem com este enorme problema. Uma interrupção de gravidez. Um aborto.
É o direito à escolha que deve ser facultado às pessoas. O direito de poderem optar por uma decisão, por um momento que, na sua vida é extremamente importante e decisivo.
Claro que além deste direito à escolha, seria deveras útil se o nosso governo e quem nele está a liderar, implementasse medidas de aconselhamento e planeamento familiar que pudessem de certa forma evitar que existissem um elevado números de interrupções de gravidez. No entanto, é sempre, SEMPRE, importante poder usufruir de um direito de escolha. É esse, segundo me parece, aquele factor que nos diferencia dos animais irracionais... E passando o exemplo religioso... não foi o livre arbítrio um dos " dons " que Deus nos deu para podermos decidir entre dois caminhos distintos ? Então como é que alguém nos pode retirar o livre arbítrio ? Não é isso uma medida contra uma vontade de Deus ?
Tendo na minha família um conjunto de mulheres que passaram por estes enormes " duelos ", e apesar d enão ter presenciado nunca os efeitos menos agradáveis a que infelizmente estiveram sujeitas, sei pelo que me contaram que sofreram, e sofreram bastante tanto com a dor psicológica que tiveram por ter tomado esta atitude, bem como a dor física provocado pelo péssimo acompanhamento que tiveram por parte de quem as tratou. Tive uma avó que teve toda uma vida de problemas de saúde, por ter sido constantemente negligenciada, e ter passado anos e anos fechada em casa devido aos problemas de saúde que NUNCA a largaram durante todo o resto da sua vida. Guardo na minha memória as suas lágrimas, os seus desabafos e as suas histórias que em muito marcaram a posição e a opinião que tenho hoje. Não só neste assunto como em muitos outros, e espero que a mentalidade deste povo, que ainda digo meu, mude rapidamente, não para todos concordarem com um mesmo caminho, mas pelo menos para que exista a hipótese de puderem optar por dois ou mais.
Escusado será dizer que apoio a iniciativa da organização Women on Waves, mais que não seja pelo despertar mediático que trazem ao nosso país, sobre este assunto que em pleno século XXI é ainda um assunto fechado. Um assunto tabu que muitos querem ver pelas costas. Pela coragem de enfrentarem a adversidade, tiro-lhes o meu " chapéu ".

Eu assinei:

Dear Paulo Peralta,

This email message is sent to you from PetitionOnline.com to confirm your signature as "Paulo Peralta" on the online petition: "Protesto contra a proibição da entrada em Portugal do barco
da Women on Waves"hosted on the web by our free online petition service, at:

http://www.PetitionOnline.com/19592c11/

Your signature on the petition is already complete, and there is no needto reply to this message. Your signature number for this petition is 1056.

Monday, August 30, 2004


Apenas mais uma curiosidade quanto à Grécia, e ao que diz respeito aos supostos "pequenos países"... É curioso reparar como com boa vontade e empenho das pessoas se realizam grandes eventos... Pena é que sejam sempre enormemente criticados até estarem bem sucedidos no FINAL !!!
Será que há sempre uma vã necessidade de criticar e rebaixar o bom trabalho dos outros ?

Sunday, August 29, 2004

E lá chegam ao fim os Jogos Olímpicos de Atenas 2004. A primeira vez em 108 anos que os Olímpicos voltam à sua terra natal. Depois dos habituais medos que rodeiam os grandes eventos e acontecimentos mundiais, tudo correu bem nestes Olímpicos, e o medo do terrorismo nunca foi focado.
A nossa melhor prestação em Olímpicos, tendo conseguido 3 medalhas para os atletas Sérgio Paulinho, Francis Obikwelu e Rui Silva, e 10 diplomas de mérito, fizeram ao que parece elevar o espírito português mais um pouco.
Adeus Atenas 2004, Olá Pequim 2008
Adeus ? Ainda não.... tenham calma... A festa, espero, ainda não terminou !!! Iniciam-se brevemente os Jogos Paralímpicos em Atenas. Aqueles em que os atletas além de serem indivíduos com algum tipo de deficiência, e supostamente mais incapazes e com menos "qualidades", são ao mesmo tempo aqueles que mais brilham o espírito português, e que, ao mesmo tempo, passam mais despercebidos e completamente ignorados pelo nosso olhar. Tendo em conta que na última edição no ano 2000 em Sydney fomos dos países mais medalhados, à frente de muitas das grandes nações mundiais, seria se calhar de prestar mais atenção à prestação destes nossos compatriotas que habitualmente brindam o nosso país com glória. Pena é que seja glória esquecida ou ignorada.
Pena é também que estes atletas tenham de pôr anúncios na imprensa a pedir dinheiro para poderem viajar e brincar-nos com os seus feitos, e em pouco ou nada serem apoiados por Portugal, que por acaso, só por acaso, é o país que representam e o que vê a sua bandeira subir no mastro e ouve tocar o seu hino vezes a fim. Pena é que alguns dos cidadãos deste país só o sejam depois de serem reconhecidos pelos outros e no estrangeiro.
Força à delegação portuguesa nos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004, e que tragam muitas medalhas, acima de tudo para a SUA glória e consagração.

Thursday, August 26, 2004


Para a minha primeira imagem no blog não podia escolher nada mais do que uma das minhas actrizes preferidas. Além da sua beleza, quem a viu no filme Malena de Giuseppe Tornatore perceberá MUITO BEM o que quero dizer... Cá vos deixo.... Monica Bellucci

Wednesday, August 25, 2004

Vamos lá a ver se é desta que vou ser finalmente criticado...
A palavra eutanasia vem do grego, Eu = Boa e Tanathos = morte, então: Eutanasia = "Boa morte". Não confundir isto portanto, com significados mais duvidosos a que esta palavra foi associada, tais como as supostas eutanásias perpetradas durante o período conturbado a que a Europa assitiu durante a década de 40, ou com a ridícula intenção de muitos de associar a eutanásia àqueles que por qualquer motivo querem cometer suicídio e se aproveitam para reclamar o direito à eutanásia.
Do que venho aqui falar, é apenas e só, o direito a que um cidadão tem de reclamar para si a " boa morte " assistida, acompanhada e digna.
A questão aqui que minimamente preocupa é apenas uma. Qual o motivo que leva a grande maioria das classes dirigentes, e aquelas que podem de facto determinar a legalidade da eutanásia, estarem rigorasamente contra a legalização deste acto ? Não falamos nós na dignidade de um ser humano ? Alguém que quer ter tanta dignidade na morte como aquela que lhe foi conferida enquanto vivo ? E esse direito, o da dignidade, é extremamente importante, pois confere respeito próprio e exige-o aos demais para com a pessoa. E não é isso que todos nós em vida desejamos ? Obviamente que é !
Com que cara pode alguém olhar para um doente terminal, sem hipótese de recuperação, de lhe dizer " não o vou ajudar a morrer " ? Sim, porque não nos iludamos, ajudar a morrer, não matar, é tão importante como ajudar alguém a viver. Ou será que é também indiferente ajudar um indivíduo a viver ? Ajudar a trazer ao mundo, a ensinar os primeiros passos... As primeiras palavras... O primeiro dia de escola... A universidade... O primeiro emprego.... O Casamento... O primeiro filho... A reforma.... E a morte.... Não serão todas estas etapas da vida humana, e mais ainda pelo meio, todas de igual importância ? Não será direito ter assitência em todas elas ? Claro que é. Porque se a primeira é difícil, esse grau de dificuldade apenas aumenta com o passar do tempo, e para quem se sente fraca, debilitado e sem apoio, esse auxílio ou assistência são sempre um bem, um conforto...
Ou será preferível ter uma pessoa numa cama de hospital, a morrer aos poucos, a assistir à sua própria degradação física e psicológica até tudo parar ? E mesmo parando o cérebro, será ainda de manter um indivíduo vivo apenas com o coração a bater ? Sabendo à partida que nunca mais nada irá recuperar essa mesma pessoa ? Pois para mim não !
Já assisti, das poucas e raras vezes que, felizmente, entro num hospital, a algumas pessoas nessas condições degradantes, apenas e só por um grupo de médicos não concorda com a morte assistida. Com o ajudar a uma outra passagem de forma digna. Pessoas a quem já nem os seus familiares mais directos visitavam no hospital porque ou já não se interessavam, não suportavam ou simplesmente percebiam que aquele ser que ali estava já não era aquele que durante anos sem fim tinham visto como uma pessoa VIVA.
Defendi e defendo a legalização da eutanásia, como forma de ajudar um cidadão que morre de forma indigna e dolorosa a poder atenuar o seu sofrimento, bem como o sofrimento daqueles que o rodeiam. De mais forma alguma. Nunca como uma forma de suicídio. Apenas como uma forma atenuante para aqueles que sofrem sem hipótese de recuperação.
Defendo a sua legalização porque é aquilo que para mim desejo, caso me veja numa situação sem retorno e sem recuperação. A morte assistida. E aplaudo aqueles que tiveram coragem de a tornar uma medida legal, como por exemplo a Holanda, tendo pena que o meu país não me reconheça tal direito, se no dia de amanhã me acontecer algo que me incapacite, e que além de provocar o meu próprio sofrimento, o provoque também àqueles que me rodeiam.
Um abraço de força e coragem àqueles que infelizmente se têm de debater com estes problemas e situações.

Sunday, August 22, 2004

O sonho não é impossível. O sonho são os nossos desejos mais secretos. O sonho é o que nós desejamos, o que nós ansiamos, o que nós queremos e não confessamos.
É impossível deixar de sonhar, se a construção do nosso futuro depende daquilo que sonhamos.
O que seria se Da Vinci fosse impedido de sonhar ? Ou a Mandela ? Ou a tantos outros como eles que lutaram por um sonho ?
Será tão impossível deixar alguém sonhar ? Ou será que quem tenta impedir, mais não faz que tentar travar o outro de obter e alcançar, algo que sempre quis e nunca teve coragem de o reclamar ?
O problema maior será sonhar e desejar algo de novo, diferente e possivelmente melhor, ou será que o pior é não desejar nada e viver como mais um " amorfo " numa sociedade que já nos tráz tão pouco de novo e de refrescante que nos dê alento durante mais um dia ? O problema é não sonhar, não desejar, não querer, não ambicionar, não exigir, não revoltar... O problema, é quem vive num permanente não, e que com ele se conforma e encosta sem desejar, sem reclamar pela mudança, sem gritar pelo que se quer.
O problema é " morrer " antes do tempo, apenas como forma de não se deixar incomodar pelo que de novo se passa à volta.

Saturday, August 21, 2004

O que é que um indivíduo pode responder quando alguém lhe diz " Sê a minha voz " ? Além do facto de ficar estupefacto com um pedido destes, a reacção inicial seria não saber dizer não. Não que fosse esse o objectivo pretendido, mas, seria impossível, de facto, dizê-lo. O que leva alguém a pedi-lo ? O sentir-se preso ? O sentir-se sem representação ? O sentir-se amordaçado ? O que levou de facto essa pessoa a sentir a necessidade de o pedir a outra pessoa ? Que capacidades terá a outra pessoa que a tornem a " escolhida " para desempenhar o papel de representante de alguém ? Haverá a capacidade de o fazer e de o fazer correctamente ? É que de facto é complicado como é que alguém pode assumir a responsabilidade de ser o representante de qualquer outra pessoa, ao ponto de ser a sua " voz ". Posso dizer que a mim já mo pediram. Garanto e confesso que me senti sem dúvida aparvalhado, não há palavra melhor, e que ainda hoje não sei se desempenho bem esse cargo, mas faço o meu melhor, e faço por me aperfeiçoar.

Esta pequena apresentação, apenas como forma de vos dar um pouco mais de explicação sobre o motivo que me levou a criar um blog, como me foi perguntado pelo Carlo. Pediram-me para ser uma " voz ". A voz de alguém que não pode falar. A voz de alguém que foi proibída de o fazer. A voz de alguém que está impossibilitado de o fazer. Ou ser simplesmente uma voz. Uma voz independente, uma voz livre e sem necessidade de responder a alguém como forma de se justificar. Ser apenas e só uma VOZ. Comprometi-me com isso, e espero cumpri-lo sempre e em todos os lugares. Tento ser imparcial, dando apenas a minha opinião sobre um assunto, e não a opinião que se espera ouvir. Simplesmente a minha. Não espero concordâncias, não espero simpatias onde elas não são sentidas. Espero sim aquilo que se pensa e aquilo que se sente. Espero a honestidade. A sinceridade. A frontalidade. Espero aquilo que nos habituam aos poucos a não ter. Espero aquilo que muitos já perderam. Espero aquilo que vos vai pela alma. Espero tudo o que seja dito de dentro; tanto do coração como do cérebro. Espero a racionalidade tanto como a irracionalidade, mas espero acima de tudo que seja sincera. Tanto uma, como a outra. Não que seja programada.

Agradeço a TODOS as palavras que me têm dirigido, as mais positivas e as mais negativas. As mais livres e as mais tímidas. Aquelas que não dizem, mas especialmente aquelas palavras que dizem, e dessas as que dizem sem pensar. As que dizem espontâneamente.
A todos, simplesmente agradeço.

Thursday, August 19, 2004

Há precisamente um ano atrás eu escrevia este texto pela ocasião do brutal assassinato do diplomata Sérgio Vieira de Melo no Iraque, aquando da sua missão a cargo das Nações Unidas neste país. Um ano passado e vivendo num Mundo onde tudo se transforma para pior creio que o texto continua actual. E fica também aqui presente, a homenagem a este grande diplomata que perdeu a sua vida por acreditar e lutar na defesa e no respeito pelos Direitos Humanos.

19 de Agosto de 2003

Ao longo do nosso desenvolvimento como indivíduos, muitos são os exemplos que queremos seguir, seja a nível pessoal, como a nível profissional. Admiramos o que fazem, como fazem e quando o fazem, e esperamos que um dia seja esse também o nosso próprio modo de actuar ou de aplicar essa forma de encarar o Mundo à nossa própria, para também nós um dia deixarmos a nossa própria marca pessoal na área em que actuamos.
Entre outros, para mim Sérgio Vieira de Melo foi um desses exemplos. Tanto a nível pessoal, área que sempre soube manter afastada dos ecrãs, como especialmente a nível profissional, área que teve o privilégio de o ter como membro.
Ser capaz de estar colocado nas mais diversas áreas do Mundo sempre em situações críticas, e em que se vive permanentemente num estado de ansiedade, e mesmo assim manter uma postura profissional invejável é de facto um feito notável.
Não posso dizer que desde sempre acompanho o caminho deste diplomata, pois a primeira vez que tomei o seu conhecimento foi através do excelente trabalho a mando das Nações Unidas nos territórios da Ex-Jugoslávia, seguindo depois para um caso que ficou mais na memória colectiva portuguesa, como foi o caso de Timor, onde alcançou um magnífico desempenho como gestor de transição do território das mãos das Nações Unidas, para a independência daquele território.
Agora como Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, e responsável desta organização para o Iraque, chegou infelizmente a sua vida a um fim. Mais uma vez fica o Mundo, e todo o trabalho e empenho de um indivíduo que lutou pela liberdade e igualdade dos povos abalados pela barbárie daqueles que no reverso se empenham em ter e em viver ódio por aqueles que querem essa mesma liberdade.
Para vocês que lêem este texto, não sei se isto se baseou apenas em mais uma notícia sem importância, mais uma daquelas que enche um noticiário, já tão cheio de barbáries, que esta foi “apenas” mais uma a passar na televisão, numa sociedade onde já se passa tanto e de tão pouca qualidade que nem merece a nossa atenção reter mais uma notícia. Mas realmente para mim este é aquele tipo de informação que me perturba profundamente.
Perturba-me em primeiro lugar por ainda ser uma área, na qual eu acredito já se ter feito muito e ainda se poder fazer muito mais. A área dos Direitos Humanos, Minorias e Refugiados, que a si está implícita, é uma área que nunca poderá fechar, infelizmente, portas. É uma área em que todos nós temos de estar de olhos abertos e saber apontar o dedo por cada vez que vemos ( e vemos ) que esses mesmo Direitos de um indivíduo, comunidade, região ou país são ou estão a ser violados. Incomoda-me por ver que aqueles que estão encarregues de promover os interesses e Direitos daqueles que são perseguidos ou incomodados na sua livre expressão, têm sempre o seu caminho barrado por alguém. E esse alguém nunca usa as mesmas tácticas leais e legais de discordar daquilo que se faz. Em vez de dialogar, discute-se. Em vez de confrontar ideias, mata-se.
Isto sim, a mim incomoda-me, perturba-me e deixa o meu Mundo abalado. Espero sinceramente que deixe também o vosso, porque se for eu o único a pensar que isto é perturbante, então sim, ponho realmente em causa se vale a pena continuar a pensar que eu talvez não possa contribuir de alguma forma para o respeito daqueles que, sob os regimes totalitários e ditatoriais, não são respeitados, e são deslocados e desprovidos do respeito pelos seus direitos, sejam eles cristãos, islâmicos ou hebraicos. Europeus, Africanos ou Americanos.
Por isto, que a memória de Sérgio Vieira de Melo, e outros como ele, diplomatas ou não, viva de alguma forma nas memórias de vocês que lêem isto, e que como eu, ainda acreditam que é possível poder lutar pela defesa e respeito dos Direitos Humanos. Lutar pela Paz. Pelo pouco que valha o meu pedido, peço-vos que acreditem nisso, em memória dos que levantam a voz em defesa de outros, sem olhar para a cor da pele, para uma opção política, religiosa ou sexual, mas que olham sim para indivíduos.
É esse o legado e o contributo que Sérgio Vieira de Melo me deixou. Agradeço a todos a atenção para este meu desabafo.

Tuesday, August 17, 2004

Imagine

Imagine there's no heaven,
It's easy if you try,
No hell below us,
Above us only sky,

Imagine all the people
living for today...

Imagine there's no countries,
It isn’t hard to do,
Nothing to kill or die for,
No religion too,

Imagine all the people
living life in peace...

Imagine no possessions,
I wonder if you can,
No need for greed or hunger,
A brotherhood of man,

Imagine all the people
Sharing all the world...
You may say I’m a dreamer,
but I’m not the only one,
I hope some day you'll join us,
And the world will live as one.

Hoje através de mais uma pesquisa na net, encontrei a letra desta fantástica música do Sr. John Lennon. De facto tem uma letra fantástica e com muita verdade e sentido. Para quem já a ouviu então, conhece a sua verdadeira dimensão, que é de facto imensa. Quem viu o filme Terra Sangrenta de Roland Joffé, percebe perfeitamente o que grandiosa pode ser. E de facto, todo o ideal para que esta música nos transporta, ou pelo menos a mim, é enorme, tendo o seu único “problema” ser o ideal apenas para IMAGINE, visto que é bem mais importante manter um mundo onde “devemos” olha para o individuo do lado como uma ameaça para nós, e não como um outro ser humano. Manter a ilusão de ameaça é de facto, e infelizmente aquilo que as pessoas na verdade preferem manter e alimentar. Felizmente por outro lado, pessoas vão aparecendo que lá têm uma noção mais abrangente do Mundo e da sociedade que os rodeia. Caso com que me deparei momentos depois.
Depois de ter lido um comentário que tinham feito no meu blog, passei pelo site da UNHCR – ACNUR onde reparei na quantidade de notícias e documentos das actividades que aqueles que foram priviligiados com a atribuição do passaporte azul das Nações Unidas, tornando-se assim embaixadores da Boa Vontade. Um desses casos é o da embaixadora Anjelina Jolie que se desdobra em inúmeras campanhas de sensibilização para alertar os diversos governos mundiais para a condição em que obrigam muitos dos seus cidadãos a viver. Vejo através destes relatos que afinal existe quem se preocupa, e sabe da existência de locais tão distantes como o Cambodja ou Rwanda, e outros relativamente mais perto de nós portugueses como o caso do Kosovo. Locais que “pessoas” como o Presidente W. Bush, e provavelmente muitos como ele incluindo os grandes senhores da guerra, desconhecem que existem no mapa.
Finalmente seria de pedir aos meios de comunicação social que nos servem, nomeadamente os canais de televisão, para que em vez de passarem documentários e notícias rasca sobre a mais recente celebridade ( ou não ) do jet-set e as suas plásticas rejuvenescentes, começassem a emitir notícias a respeito destes acontecimentos que são muitos mais informativos sobre a realidade, do que as plásticas de mais uma pseudo-cidadã. Eu sei que para a “populaça” em geral é muito mais entusiasmante saber destas pessoas, das suas festas e das suas orgias em compras, mas peço que pensem nos outros “animaizinhos” nos quais eu me insiro e que têm outros gostos e preferências em termos informativos, afinal também somos pessoas.

Monday, August 16, 2004

E lá está... a mais recente crítica humana... " Paulo, tens um riso muito pouco próprio " ora... pergunto eu, o que é um riso pouco próprio ? A resposta não deixou de ser surpreendente se tiver em conta que um riso pouco próprio é pela própria definição da sua autora como sendo " um riso pouco diplomático e muito alto ". Presumo eu que isto se refira como uma gargalhada, mas como sou algo suspeito para falar sobre mim próprio deixarei a crítica para quem a faz. No entanto, porque não responder a ela ? É que lamento, mas se não responder, algo em mim vai massacrar-me durante a noite, e depois durmo mal. Se durmo mal, amanhã acordo com o cu virado para a lua como se costuma dizer, e se isso acontece passo um dia de mau humor. Passando um dia de mau humor, não darei por certo mais nenhum " riso pouco próprio " e como sabem alguns dos meus leitores.... Longe de mim perder uma oportunidade para chatear e incomodar uma qualquer pessoa ( esta seria a altura em que eu faria uma cara sarcástica se estivesse a olhar para alguém e não para o monitor ) com o dito riso impróprio. Ora vejamos... Rir... Por si só já é uma palavra bonita.. Rir, sorrir, gargalhada... Liberta energias, faz bem ao ânimo, exalta uma emoção, emana felicidade, contagia... Hmmm, eu sei que sou uma pessoa um tanto demente e que por vezes solto uma gargalhada mais estridente, mais sonora, mas qual o motivo de ver nisso uma falha e não uma qualidade ? É que para mim é uma qualidade. Lá estou eu a falar de uma qualidade minha ( ataquem agora mais esta ). Vejamos.. se a dou é porque estou bem disposto, ao estar bem disposto é porque a vida me corre bem, e como tal não tenho problemas. Quem ouve a dita gargalhada e vê a minha expressão demente também obrigatoriamente se ri, suscita inclusivé a curiosidade alheia para saber quais os motivos, despertando assim mais um sentido naqueles que por perto estão. Portanto, a meu ver, só tráz benefícios a todos os que respiram ar do mesmo espaço aéreo que eu. Ora se tráz benefícios a todos, então qual a verdadeira preocupação ? Expliquem-me como se eu fosse uma criança, ou seja, com linguagem simples e perceptível, porque sinceramente não vejo malefícios nenhuns.
Ou será que o verdadeiro, e talvez único, problema aqui seja o de haver alguém com um motivo para dar uma risada ou uma gargalhada, enquanto a maioria, ou pelo menos muitos, não têm um único motivo que seja para o fazer ? Se calhar é mais isso...
Também há aquele ditado que " rir é a música que Deus nos deu ", os mais religiosos podem pegar por aí, ou não, e justificar esta minha capacidade de emitir ruídos. Meus caros, pela parte que me diz respeito, dou liberdade total para as explicações e justificações, mas lembrem-se de me avisar primeiro para saber o que se passa realmente com tanto problema com a forma com que me rio.
Quanto ao facto de não ser diplomático... Mais uma vertente por onde não deviam ter pegado, visto que para diplomata vou eu, e o que tenho a dizer é que se os diplomatas, ou pelo menos alguns dos ditos, dessem mais gargalhadas estridentes se calhar assuntos desta natureza dita diplomática não estariam em tão maus lençóis. Ou será que para ser engraçado é preciso fazer como o Colin Powell e ir à Indonésia cantar o Only You ? É que se fôr... é só dizer... Não canto disto, mas sempre arranho uma tarantella ou um faduncho se estivr inspirado ! Isto é quase, leia-se QUASE, à vontade do freguês...
E com uma gargalhada bem esridente e ruídosa, daquelas que incomoda BASTANTE me despeço, esperando muito do fundo do meu pequeno mas grandioso coração ter incomodado alguns dos meus leiores. Ou não... Caso contrário.... temos pena...

Sunday, August 15, 2004

Pela primeira vez na vida vou confessar que estou a atravessar uma fase difícil na vida... sim, é verdade... Uma época de descoberta do Mundo que me rodeia, e das mentalidades que ele suporta todo o santo dia. Sim, aqui vai... Estou a atravessar o meu período de nojo... Aquele período em que tenho tão pouca paciência para algumas coisas, que só me dá vontade de gritar aos ouvidos de umas quantas pessoas para lhes fazer ver a sua imensa estupidez... O problema é que muito provavelmente nem me iriam ouvir... Aqui está.. Finalmente consegui admiti-lo !
Ao conversar com um grupo de amigos sobre cinema, tive a " ousadia " de referir uns quantos títulos de filmes que até hoje me tinham satisfeito as medidas e o prazer de perder duas horas frente a um ecrã de televisão. Até aqui tudo bem, não fosse eu referir que alguns desses filmes são por exemplo Thelma & Louise, de Ridley Scott ou Malena, de Giuseppe Tornatore.
Até aqui tudo bem, porque, no preciso momento em que falo nestes filmes, ora uns não conheciam, ora outros os classificaram imediatamente como, e passo a citar, " filmes de gaja "... Ora... pergunto eu o que é um filme de gaja ? Resposta imediata: " um filme meloso e que é para pôr as pessoas a chorar ".. Resumindo, um filme para gajo não lhe pode dar qualquer tipo de sentimento, a não ser sentimentos provocados por o explodir de uma granada, e o qual dê para emborcar uma bejeca e comer uns torresmos... Eh pá... Peço desculpa àqueles que gostam de Chuck Norris e histórias de Desaparecido em Combate ( e as suas três mil continuações e sequelas ), mas sinceramente e correndo o risco de ficar mal, eu prefiro perder as minhas duas horas a ver algo que me deixe algum tipo de conteúdo e onde possa refletir sobre algo e deslumbrar-me com os desempenhos de bons actores, e não com o desempenho do último modelo de equipamento militar... Ora agora... já com tantas etiquetas que todo o santo dia temos de nos sujeitar, ou não, a ver neste mundo, agora elas chegam também ao cinema que consumimos... Vamos lá ver, que uma pessoa não goste de um determinado tipo de filme, até aceito, pois não podemos gostar todos do mesmo, agora daí a determinado cinema ser " cinema de gaja ", vai uma pequena GRANDE distância. Não peço que concordem comigo, mas ao menos sigam a máxima do " vive e deixa viver "...
Pessoalmente ignoro.. ou tento... vejo um pouco de tudo, ou quase, e vou retendo aquilo que para mim é de qualidade. Se à vista e à mentalidade dos demais é de "gaja" ou de "gajo"... enfim... isso deixo à crítica elaborada ( na maior parte dos casos não o é ) dos demais...
Com isto tudo me despeço e avisando desde já que vou ver o filme Casamento Debaixo de Chuva, da realizadora Mirna Nair. Mais um filme de gaja....

E que Deus e a Comissão de Inquisição e Censura tenha piedade de mim... Se não tiver... Há por aí tanta madeira, comecem já a atear a fogueira... Já sabem onde me encontar...

Saturday, August 14, 2004

Ontem estive a ler um texto da Clara Pinto Correia que, logo à partida me despertou um enorme interesse pelo seu título original... " A Dádiva do Toque ". Realmente o " toque " é uma dádiva importante. Quantas pessoas passam uma vida sem nunca sentirem um carinho de alguém, um beijinho como nos refere o texto, um abraço ou uma carícia de outra pessoa ? Não estou aqui para falar de sexualidade mas sim de afectos... Porque será tão estranho ou incómodo, ou ambos, para tanta gente o poder receber um afecto de outra pessoa ? E porque se sentirão tão incomodadas as pessoas de os receber ? Porque haverá a vergonha do ridículo ? O medo do gozo ? Será por demonstrar mais fragilidade ? Mais exposição face a terceiros ?
Na realidade qual é o verdadeiro problema em se ser tocado ? Em sentir um afecto ? Existe tanto preconceito ( palavra que lamento a quem leia isto, mas dá-me vómitos ) em relação a tanta coisa, agora também tem e haver preconceito em relação aos afectos ? Não posso eu gostar de ver uma amiga ou um amigo meu e cumprimentar a pessoa com um beijo ou um abraço ? O que será que deixa as pessoas tão incomodadas com as demonstrações de afecto, de carinho ou de proximidade e cumplicidade entre dois seres ? Acho que num pequeno texto nunca deixei tantas questões, mas de facto este é um assunto que me perturba ! Enfim.... não direi perturbar, mas de facto suscita-me curiosidade. Nasci e fui educado num meio familiar extremamente forte, onde desde pequeno tive o hábito ( se calhar estúpido ou estranho para muitos que leiam isto ) de cumprimentar os meus familiares com dois beijos quando os encontro e outros dois quando me despeço, e isto serve também para as minhas amizades mais próximas, porque há também uma cumplicidade maior com algumas pessoas fora do seio familiar. Agora pergunto eu, é assim tão fora do normal que tenha este hábito ? E se é, então qual os motivos ? Alguém mos explica ? É que sinceramente dava jeito ! Muito por acaso, porque gosto de ficar a par das novas tendências, mesmo que não as vá adoptar para o meu modo de vida ! A informação nunca ocupa lugar !
Aos que me são próximos dois beijos, aos outros um aperto de mão... sim, até mesmo àqueles que se repugnam com um cumprimento mais pessoal... Afinal de contas também são filhos de Deus.... ou de alguém.... sabe-se lá !

Friday, August 13, 2004

Iniciam-se hoje os Olímpicos de Atenas. Passados 108 anos desde a última edição das Olímpiadas modernas em Atenas, a capital grega é novamente palco do maior evento desportivo do Mundo. Além dos Jogos Olímpicos serem normalmente um evento de fraternidade e convívio entre os povos, estes são sem dúvida aqueles onde este convívio está mais em evidência. Desde os últimos em Sidney, muito mudou o Mundo... O 11 de Setembro, guerra no Afeganistão, guerra no Iraque, 11 de Março, e isto só destacando aqueles acontecimentos que se tornaram mais mediáticos. Todos os outros acontecimentos nada agradáveis continuam diariamente a suceder um atrás do outro, por isso.... Infelizmente digo, já nem os comento....
O mais curioso disto tudo é que sendo estes Jogos Olímpicos chamados os da "fraternidade entre os povos ", irão estar todos os ditos povos jutos no mesmo recinto... Americanos e Iraquianos... Israelitas judeus e Palestinianos, que julgo pela primeira vez participam nuns Jogos Olímpicos, e pergunto-me porque não se relacionam "bem" como nos Jogos dentro das suas portas ? Não seria preferível mostrar um pouca da "rivalidade" saudável em competição, e de fraternidade dentro dos seus respectivos territórios ?
Tenho pena que a minha voz não se escute para além deste blog, nem para além daqueles que julgo serem já os meus leitores... Não poderia prometer uma resolução e nada, mas poderia e posso... aliás PROMETO, que sim a tentaria fazer ouvir... Isso é um compromisso que assumo desde já, e garanto que a farei ouvir para uma minha tentativa, pequena no entanto, para estimular essa fraternidade... E para que esta palavra e nobre sentimento não seja levado em vão de 4 em 4 anos apenas quando alguém decide que deve ficar bem apenas para uma " fotografia "... Mas ainda BEM que existe esta oportunidade de " fotografia " porque assim além de vermos que é possível a existência e concretização de fraternidade, posso constatar que ela não existe apenas por caprichos e más vontades daqueles que a podem " fornecer ".

Um BOM percurso de 13 a 29 de Agosto de 2004 em Atenas, bom percurso aos melhores, e umas Olimpíadas em PAZ e SEGURANÇA para todos, para que Munique 72 não volte a acontecer, e daqui se possam retirar alguns " ensinamentos " para os próximos quatro anos.

Wednesday, August 04, 2004

Ao Exmo. Sr. Embaixador do Reino Unido

O meu nome é Paulo Peralta, sou um estudante de 24 anos do curso de Ciência Política, e quero futuramente seguir a carreira diplomática, tal como o senhor.
Apesar do motivo que me leva a escrever-lhe esta carta aberta não ser infelizmente o melhor, desde já lhe envio os meus mais cordiais cumprimentos, e espero muito sinceramente que esta carta lhe chegue às mãos, e que possa dispender de algum do seu tempo para a ler.
Como cidadão Europeu, e que acredita convictamente na possibilidade e na realidade que é o ideal de projecto europeu como uma nação ou território de ideais pela Liberdade e pelo respeito, e sendo eu um cidadão deste território, que abrange muitos milhões de cidadãos desde Portugal à Rússia, composto por uma diversidade linguística, cultural, histórica, religiosa e social, tento manter-me sempre alerta ou minimamente informado a respeito daquilo que por entre estas nossas "paredes" sempre abertas ocorre, bem como aquilo que ocorrendo fora delas nos pode ir também afectando ou influenciando.
Sentindo-me não superior mas sim consciente sobre as tristes e infelizes realidades que a cada dia vão assolando o nosso Mundo e a civilização de uma forma geral, posso assegurar-lhe que um dos factores mais contraditórios com que me deparei até hoje foram os terríveis acontecimentos que abalaram as cidades de Nova York e Washington no 11 de Setembro de 2001. Digo contraditório porque se por um lado foi um acontecimento que me abalou profundamente por forma a me sentir bastante "perdido" neste nosso perfeito, ou talvez não, Mundo, deu-me também uma vontade maior para poder seguir o meu desejo de poder enveredar pela carreira diplomática servindo assim como um veículo de comunicação entre grupos opostos como forma de incentivar o diálogo e assim servindo como a plataforma entre a sanidade e o indesejado caos.
Cerca de um ano depois, um ano que de todas as formas abalou a nossa vivência em todos os aspectos, em que todos nós aprendemos novamente como viver e como estar numa comunidade global que engloba tantas pessoas e tantas formas de estar na vida, deparo-me com algo que me deixou deveras preocupado com a nossa própria posição face ao problema do terrorismo. Foi com o maior espanto que, ao ligar a televisão para ver a única coisa a que ainda presto atenção, o noticiário, que deparo com uma reportagem sobre uma manifestação de apoio aos próprios ataques terroristas de 11 de Setembro em pleno solo da capital britânica, Londres. Se os acontecimentos de um ano antes me causaram uma consternação enorme, os desse ano provocaram-me um sentimento enorme de revolta e mal-estar.
É certo que vivemos num espaço onde se apregoam as liberdades individuais de cada um, as mesmas que defendo na sua totalidade, no entanto, toda a liberdade só é respeitada quando de acordo com o mesmo respeito pelas liberdades dos outros cidadãos. Se é real que todos nós temos o direito de exprimir a nossa opinião dizendo aquilo que pensamos, não é menos verdade que a liberdade conferida a um grupo de cidadãos para rejubilarem com a morte de milhares de outros é uma ofensa contra a minha moral e a minha liberdade de chorar pelas vidas que foram injusta e violentamente retiradas pelos selváticos actos cometidos por fanáticos que usam e abusam da violência em nome de causas sem fim ou fundamento, não se preocupando minimamente pelo respeito ou pela dignidade humana.
Existe quem defenda a ideia de que para criticarmos os outros precisamos em primeiro lugar de nos criticarmos a nós próprios. Como tal, e defendendo novamente a ideia de que habitamos todos o mesmo espaço, e de que somos detentores da mesma nacionalidade Europeia, aponto a permissão destas manifestações de apoio aos atentados terroristas como sendo o nosso erro. Fui criado e educado num seio em que sempre me foi transmitida a ideia de que se deve defender e respeitar um próximo, e ao mesmo tempo defender causas que acho dignas e banir as injustas. O Governo britânico, ao permitir manifestações em defesa de actos bárbaros contra a segurança de vidas humanas, agiu erradamente, e contra algo ainda de maior que é a moral.
Pergunto também, na qualidade de cidadão Ibérico, ao Sr. Embaixador, o que acha dos atentados terroristas do 11 de Março na cidade de Madrid ? Vai permitir que o seu governo e o seu país façam manifestações de apoio aos ataques que provocaram a morte de mais 200 cidadãos ? Ou vai chamar a atenção das suas autoridades e do seu governo ? Espero para bem da nossa identidade e da nossa moral que a segunda hipótese seja aquela que escolhe.
Acreditando piamente nos valores que unem os nossos povos, já não falando na longa tradição de unidade e amizade que ligam Portugal e o Reino Unido desde há muitos séculos, bem como sermos ambos membros de pleno direito da Europa, espero sinceramente não ter mais nenhum desgosto de ver tais manifestações que me fizeram ter vergonha de partilhar o mesmo espaço com o mesmo povo ao qual o meu está ligado por tantos laços à tantos séculos. Acredito convictamente que o Sr. Embaixador possa e VÁ fazer algo que pelo menos demonstre o repúdio por estes actos. A questão não é se terá resultados imediatos. A questão é que pelo menos a minha voz, bem como a de muitos outros, através da SUA seja finalmente escutada.
Mais uma vez agradeço-lhe profundamente o tempo que tomou ( espero ! ) a ler esta carta aberta e deixo-o com os meus mais cordiais e respeitosos cumprimentos.

Atenciosamente

Paulo Peralta

Tuesday, July 27, 2004

Se estamos chateados é porque estamos chateados... Se estamos bem dispostos, é porque estamos bem dispostos... É-se preso por ter cão, e ao mesmo tempo também se é preso por não o ter... Paradigmas... ? Fenómenos da Natureza... ? Fenómenos por certo...

Já dizia a grande Katherine Hepburn: " Never complain, never explain ".

Habituem-se.... Se quiser dizer algo, EU DIGO !!!

E com esta me despeço por agora, porque isto já é o sono a "falar"

Monday, July 26, 2004

É certo e sabido por todos aqueles que me conhecem que, para eu pegar num livro é porque tenho de facto, mesmo MUITO interesse em ler o dito. Através de uma pequena referência numa qualquer revista, olhei para o nome do autor, Victor Hugo, e achei o nome do livro " O Último Dia de um Condenado", interessante. Foi sem pensar duas vezes que me dirigi à FNAC para procurar e adquirir o livro. Confesso que até ao momento, me tem prendido todas as atenções. Confesso que vou ainda no início, mas para isto acontecer é porque o título do livro me despertou mesmo MUITO interesse, bem como a breve sinopse do mesmo: " Um brilhante manifesto contra a pena de morte ". Ao mesmo tempo, deparei através de uma pesquisa pela net, com o tambem magnífico dito de Victor Hugo:

" É belo modelar uma estátua e dar-lhe vida, mas é sublime modelar uma inteligência e dar-lhe liberdade "

Belo seria também, poder ter uma hora para poder falar com uma pessoa que profira palavras destas. Uma pessoa com quem pudesse vibrar só de a ouvir. Prometia o meu silêncio, pois não podemos travar o raciocínio de " mentes pensantes ". Temos de as deixar " divagar " no seu próprio Mundo, de forma a permitir-nos a nós viajar por lá, e construindo o nosso próprio Mundo.

Saturday, July 17, 2004

E assim está quase findo mais um 17 de Julho, esse nobre e glorioso dia ( eh eh eh sim porque o é ) em que nasceu aqui esta peça... A todos os que se lembraram deste meu 24º ano de passagem por aqui agradeço, e amanhã farei a devida dedicatória. A todos os que positivamente influenciaram a minha pessoa igualmente agradeço, porque foram vocês que me tornaram naquilo de positivo e também negativo vou tendo :P
Foi um dia bom.... Foi um dia feliz.... E destes espero ter bastantes mais na companhia de todos vocês....

17 de Julho de 1980 ---- > O Grande Dia :P

Thursday, July 15, 2004

Passou mais um 14 de Julho.. Uma das datas mais importantes da nossa suposta civilização... A data que, corria o ano de 1789, deu uma nova dimensão ao fenómeno da revolta popular, da revolta contra o obscurantismo, contra o despesismo e contra a tirania daqueles que com poder e sem sentido governativo, obtinham o poder apenas porque pertenciam à família adequada. Passados 215 anos, é de questionar se a "família" não está de volta ! Não como a forma de uma família real despótica e totalmente alheia das necessidades e carências do seu povo, mas sob a forma de um regime ou um governo que com a mesma indiferença para com aqueles que partilham o seu mesmo espaço, e que se mantém impávidos e convictos de que aquilo que NÃO fazem é exactamente o correcto para satisfazer as necessidades dos que "abaixo" de si se encontram.
A meu ver uma das datas mais importantes da História, o 14 de Julho de 1789, é ainda hoje marca de uma revolta com contornos surpreendentes que abalou não só França, como teria por si só grandes repercussões a nível do nosso continente, bem como do Mundo. Daqui nasceu o ideal de Direito... dos Direitos Fundamentais... Daqueles Direitos que irónicamente se lutam para ter, e quando eles nos são entregues, rapidamente nos esquecemos da sua existência, relegando-o para algo secundário... O que de facto se torna assustador... MUITO assustador...

Liberté, Egalité, Fraternité

Serão estes os valores, os ideais, e os Direitos que queremos, para depois os esquecermos ?

Wednesday, July 14, 2004

Realmente hoje compreendo como as pessoas podem facilmente entrar numa depressão que as leve ao fundo de um posso sem fundo. Tendo visto depois de um exame de ICS o filme " As Horas " de Stephan Daldry, é de facto perturbador ver o quão fácil é chegar a esse limite sem retorno. Não me refiro ao ponto do suicídio porque estou firmemente contra essa "solução" mas que de facto é complicado gerir certas coisas da vida de cada um, disso não tenho a mais pequena dúvida.
Difícil, mais difícil ainda é gritar bem alto, e reparar que ninguém nos ouve, e que quem ouve, raramente liga. No entanto, e esta sim a parte que faz valer um dia na sua totalidade, é apercebermo-nos que aquelas pessoas que parecem conhecer-nos tão pouco, de um momento para o outro se viram para nós e: " Então, o que se passa contigo que não estás como é costume ?! "... E tudo isto, sem nós nos apercebermos que falamos de uma forma tão diferente assim, que leve a que a outra pessoa note a diferença no nosso estado de espírito. Por ter notado essa diferença, e por ter já pela segunda vez em tão pouco tempo dado tão facilmente por ela, tenho de dizer que ocupa no seio das pessoas a quem vou aprendendo a admirar, aqui no meu cantinho, o João Sweet :) Um tipo espectacular que me faz rir sempre nas alturas ideais, deixando-me mais satisfeito, e com um pouco mais de ânimo para "olhar" para o dia de amanhã.

São as pequenas coisas que nos tornam diferentes, e são as pequenas coisas que nos tornam especiais.

Esta pequena passagem pelo Blog hoje é dedicada a esse GRANDE Senhor Sweet ;) Um abraço bem FORTE para ti :)

Monday, July 12, 2004

Quebrar barreiras e vencer desafios. Cabeça erguida e ultrapassar os obstáculos que nos enfrentam todos os dias, uns mais gravosos que outros...
Ainda gostava de perceber porque é que neste país e com este povo que só vibra, infelizmente, à custa de futebol, é tão complicado que alguém se mostre sempre de cabeça levantada !!! Ou será que quando há um problema, as pessoas têm de se enfiar na lama para poderem mostrar aos outros que estão ou que se sentem mal ? Será que não existe a capacidade de compreensão que apesar de mal, pode haver quem queira cair de pé ? Como diria a grande senhora do nosso teatro, Palmira Bastos..... " Morrer de pé.. de pé como as árvores " ? E mesmo que não se possa fazer isso como humano, será que pelo menos se pode ter a ousadia de tentar ? É isso que pergunto....... não peço, apenas pergunto... É que havendo pelo menos a hipótese.... a OPORTUNIDADE de poder escolher fazê-lo, já é uma grande vantagem que "nós", aqueles que ainda são humanos ( estranha palavra ) pedem e gostariam de ver concretizado esse tão ínfimo desejo... o DIREITO DE ESCOLHA

Monday, June 07, 2004

Com uma frase de Winston Churchill assinalo a passagem do sexagésimo aniversário do Dia D a 6 de Junho de 2004:

" This is not the end. The is not the begining of the end. This is the end of the begining "

Aos que corajosamente lutaram pela Liberdade. Aos que ainda LUTAM por ela.

Sunday, May 09, 2004

Maio 2004, um mês importante para a Europa... após a entrada de 10 novos países na União Europeia ( Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia e República Checa ) no passado dia 1, tornando assim o espaço comum de 15 para 25 países, e pondo um final às velhas barreiras e divisões que os nossos países sentiram, quer através do último conflito Mundial, quer através da Cortina de Ferro que durante mais de 40 anos separou o Velho Continente em dois blocos. Estamos finalmente numa Europa, vulgo União Europeia, que do Atlântico até ao Leste Europeu se estende por vários países, por várias culturas, por várias religiões, por várias línguas e por vários povos. Será agora de esperar a aposta nisso mesmo ? No povo ? Pelo menos é aquilo que eu espero. Começar a ver a NOSSA dedicação àqueles que connosco partilham o mesmo espaço, o desaparecer de velhas indiferenças e ódios. Se existe algo que os nossos políticos nos vão "ensinando" é que estes ódios podem ser ultrapassados. Independentemente de para eles ser apenas para uma foto, muitas vezes sem significado, para nós deveria tê-lo e muito, e "olharmos" para os outros 450 milhões de pessoas, que a partir deste mês partilham este espaço connosco, como sendo o NOSSO POVO, e em vez de olharmos constantemente para outros lados, começarmos a olhar com mais atenção para aquele espaço onde nos situamos, e SEMPRE situámos, a velha Europa. Deixemo-nos de medos, deixemo-nos de hipocrisia e olhemos para a Europa como o nosso espaço, que pode ser desafiante, confuso por vezes, mas é o nosso espaço.
Finalmente neste dia que hoje passa, o 9 de Maio, não esqueçamos que é o Dia da Europa. O dia em que o nosso continente e o nosso povo se libertou da agressão que nos assolou entre 1939 e 1945. Um dia que devia ser celebrado e homenageado como sendo o da nossa libertação. Se bem que modesta aqui fica a minha homenagem a este grande dia e que ele se possa celebrar durante muitos mais anos em LIBERDADE.

Um excelente dia para todos

Peralta

Tuesday, May 04, 2004

Apesar das inúmeras brutalidades com que nos deparamos diariamente, por vezes surgem-nos coisas interessantes a registar e a guardar... Recebi este mail através do Henriqueta, e sem dúvida este é digno de ficar na História... Se este discurso teve, de facto, lugar, acho que é dos mais brilhantes algumas vez proferidos por alguém, e aqui partilho, esperando não ser o único a admirá-lo.

Abraços e beijinhos a quem os quiser

Peralta


" Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA

Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos, o ex-governador do Dfe, o actual Ministro da Educação Cristóvão Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta do Sr.Cristovão Buarque:

' De facto, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que os nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...
O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas a França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.
Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa! '

Monday, April 26, 2004

1998...

Ano 0 das grandes transformações e das grandes mudanças. O ano em que começo a vir à net... O primeiro modem, obtido através das drásticas circunstâncias que foram... Obtido à custa da minha maior perda até hoje... Será que teria valido a pena ?

Ao mesmo tempo, entrava-se neste "Mundo" de informação, sem saber o que dele esperar, e adquire-se conhecimento da enormidade de informações e de conteúdos que se podem alcançar à distância de um click... Um simples click... Conhecem-se informações, conhcem-se pessoas... Conhece-se o pior, e com sorte, alguma sorte, conhece-se o melhor...

Foi no ano de 1998 que conheci a minha Tia Rufina ;) praticamente do outro lado do Mundo, e que em muito me ajudou a conhecer um lado importante da nossa História e as transformações que as vidas das pessoas muitas vezes podem levar, especialmente quando menos se esperam... A mudança...

Tive a felicidade extrema de na passada segunda-feira a conhecer, assim como a demais elementos da comunidade que tive o orgulho e prazer de ver crescer e solidificar-se e tornar-se num importante veículo de conhecimento e união. União das pessoas, independentemente do local em que se encontram.

Muitos mais e melhores dias

Mazel Tov
Shalom ;)

Monday, April 12, 2004

Vá lá, haja hoje pelo menos uma boa notícia.... Ter um blog ainda com tão pouca coisa escrita, e já o ter evidenciado na Greenpeace, é sem dúvida um orgulho aqui para o "menino" :P

Responsabilidades acrescidas agora.... Tenho de começar a escrever mais, tentando sempre a melhor qualidade possível, para honrar este "presente" que me foi dado :)

GO ON GREENPEACE ;)
Un més después del 11-M vosotros no están olvidados... La memoria vay a continuar con nosotros...

Por Madrid, por España, por la Iberia y por la dignidad.

Basta YA !

Sunday, April 11, 2004

Depois de no dia 10 de Abril ter sido o aniversário do meu grande amigo João :) e da minha grande amiga Mara :) dia em que infelizmente não pude aqui escrever nada, chega este também grande dia 11 de Abril, em que a Sófia faz anos :)
Por esta altura já deve ela pensar que me esqueci de lhe enviar os Parabéns... por isso ao mesmo tempo que escrevo, tou a enviar também uma sms e um postal electrónico... Sim, porque há pessoas de quem não os podemos, ou devemos nunca esquecer, e ela é daquelas pessoas que conquistou facilmente a minha admiração :)

À Sófia tudo de bom deste Mundo, um dia MUITO feliz na companhia da família e namorado, e um GRANDEEEEEEEEEEEEEEEE beijinho deste amigo que a adora :)

Só espero que se tudo tem sido relativamente bom até aqui, que continue assim, ou então que te surpreenda com muito mais e melhor :)

Saturday, April 03, 2004

Em frente a uma folha de papel ou a um pc neste caso sem saber aqui que escrever... de facto quem disse que o bloqueio existia, bem sabia do que falava... Mas também escrever sobre o quê ? Que cada vês que saímos à rua se vê uma injustiça ainda maior do que a anterior que tínhamos presenciado ? Que ao ligarmos a televisão se vê uma notícia pior ainda que a última ? Temos pena..... já evito olhar para as notícias por isso mesmo... Já cansa ver tanta coisa sem nexo nenhum, e apenas meia dúzia de demagogos que gostam de falr e falar e falar num sem fim de palavras que já foram interiorizadas pelas ditas pessoas... Ou então ouvir meia dúzia de "pessoazinhas" com palavras caras demais para o entendimento do comum, ou apenas levar este a dizer " Bem... este fala bem, por isso sabe aquilo que diz ! "... Pergunto eu... Será que sabe, ou fala apenas caro demais sem o próprio saber o que diz ? Vendo tudo aquilo que se vê pela televisão, pelos jornais... mais aposto que apenas foi escrever palavras com mais de 3 sílabas para parecer um discurso sonante e de extrema importância. Tirando isso, falar então de quê ? Falar de que nos estão constantemente a lembrar que não vamos conseguir aquilo que queremos ? Que devíamos ter objectivos mais "humildes" ? Bahhhhhhh.......... sinceramente digam-me isso e apenas me vão ver a fazer um olhar de desprezo e de indiferença... Porque carga de água será que temos de ser humildes ? Não poderemos ser antes simples ? Ter GRANDES objectivos mas alcançá-los com dignidade, com simplicidade e com força de vontade ? Temos de ser humildes e baixar a cabeça a quem aparentemente tem "mais" possibilidades do que nós ? Esta palavrinha "humildade" realmente tem ganho uma nova dimensão nos últimos tempo... É errado querermos algo.. é errado desejarmos algo... é errado ambicionarmos algo... O correcto é sim, na boca de muitos, o pensar pequenino para sermos constantemente subservientes de algo ou alguém... Por isso é que é de facto glorioso podermos ver alguém que contra a maré conquistou aquele lugar ao sol, aquele pequeno lugar aos olhos da maioria, mas onde nos sentimos bem e no NOSSO espaço.. A esses sim, sem humildade nenhuma, faço uma GRANDE vénia pela admiração que lhes tenho. Pelo respeito da qualidade daquilo que fazem, e pela capacidade de conquistarem o SEU espaço, e de o possuírem sem qualquer tipo de reservas e sem qualquer tipo de humildade. Pela simplicidade, e especialmente pela força de vontade e rebeldia com que o alcançaram merecem bem o tal espaço e estatuto que hoje têm.

Fica aqui o meu pequeno comentário a favor da rebeldia e liberdade de espírito que algumas pessoas ousam ter, e que sirva como a minha simples mas extremamente sentida homenagem ao espírito daqueles que ousam ir contra a maré, que ousam desafiar as mentes retrógradas e pequenas... Aqui fica a minha homenagem a esse GRANDE senhor que me faz ter vontade de seguir na vida académica que escolhi, e que me dá força para lutar por causas em que acredito, mesmo quando me dizem que são causas vãs e sem rumo.

Neste dia em que passa o 50º aniversário do desaparecimento de um dos últimos grandes Portugueses... Um dos últimos grandes Ibéricos.... Um dos últimos grandes Europeus e cidadãos do Mundo.... Neste dia que deveria por si só ser um pouco de maior reflexão.... Um bem haja ao GRANDE HOMEM, ao GRANDE SER HUMANO e a um GRANDE SENHOR...... Aristides Sousa Mendes

Por ter existido, por ter deixado um contributo ao Mundo, e por ter influenciado indivíduos como EU agradeço e homenageio-o deste simples mas sentida forma.

A todos os que como ele pensam, e que ousam desafiar a corrente, a maré e o que está estabelecido.... um voto de força...

Saturday, March 20, 2004

One year ago, due to Irak's occupation by Us and British troops I wrote this Declaration.. One year has past and once again these situations require our attention... I leave you once more with my thoughts..

*

March 18, 2003

My friends,

Some of you might allready know me, and for those who don't I will just say that I am Paulo Peralta a 22 years old student from Portugal, and it has been my desire for as long as I can remember to become a Diplomat, because I do believe that the true Peace in the World comes from the possibility of mutual understandment in order to solve problems that may exist between countries, cultures and people. It is obvious why I write these lines in English, in spite of wanting to do it on my own language, however many of you wouldn't understand it, so I ask for your understandment.
For the past days we all from Europe to Asia, America, Africa and Australia come across the news of a new and most possible war on Irak, due to the dictatorship that is rulling that country. On the moment, millions where those who all over the world came to the streets and said " Not in my name ! ". The quickest and easier response those who like war - yes I do say like because it's impossible to say they don't like it when we can see that nothing will stop them - is that those who are against this inevitable war are either in favour of Saddam Hussein or against the
American People.
At this point I must say I am against this war, and that I am neither pro-Irak's present regime, wich is in fact a dictatorship, neither I am against the American People, wich I respect as my own European People. In spite of all the problems everyone might have in this recently called " Old Europe " - being France and Germany, but just on a quick note to the person who said it wich I won't mention his name, as I do recall Benjamin Franklin wich was an American President said: " Tous les Hommes ont deux patries. La France et sa même" ( Every Men have two nations. France and it's own ), so. from me to that person: The Old Europe salutes you - the same I am a proud and honored member and with strong roots in at least four of these countries, no one with a little part of it's brain active and still functioning supports Saddam Hussein or is against the American People. I don't support Saddam Hussein, however I also don't support George W. Bush's maniac war against a country just because he wants to rule and just because he wants to put an end to Peace in this same World I live in, however some times I think that it's just a bad dream.
Many are the people to whom I am sending this e-mail or letter, and not only to people from this land I still call my own. So that you know the nationalities of all those who are receiving this e-mail I'll make a quick list of your countries: Portugal, Spain, France, Italy, Greece, Russia, United Kingdom, South-Africa, Belgium, Canada, United States, Hungary, Azerbaijan, Australia, Chile and Czech
Republic. Your religions are pretty much different as well, since some of you are Catholics, Jews, Muslims, Buddhists and Protestants. For as long as I can remember I always liked to know different cultures and different people not considering any of you as a number, as a nation or as a political or religious belief, but as a person that in one or other situation I had the pleasure of meeting, so now you are receiving these simple words that represent my own state of mind.
Let no one of you think I will feel ashame to be a proud citizen of this great nation wich is Europe, the Old Europe. Yes I wasn't wrong. I am a European citizen, born in Lisboa, wich was allready declared one of the Peace Capital Cities of the World and now she is being pushed to a war. Yes I am against this war. Not because I am pro-Saddam Hussein. Not because I am against the American People. Not because those who are against the war are marked as being members of a political group wich I don't have, but because I don't believe that war will solve anything.
My European homeland wich goes from Portugal to Russia and fron Iceland to Georgia, has allready gone through to many problems, wars and in some times starvation. We don't need another war. Addressing especially to those of you who are American, recently reading an American newspaper, I have read something like " Have the
European's forgotten what we have done for them ? ", referring to the help the United States young soldiers did helping Europe to get rid of the Nazi occupation on the 1940's, I was shocked to see what were your newspapers saying about us. NO we haven't forgotten nothing of that, and NO we aren't against your people, however don't ask me or millions of other to stand beside your President and your Administration. His ideas and ways of action are the ones we are against. I have the higgest respect for each and every one of you. Some of you are really close friends to whom I have the higgest respect and
admiration, being this one of the reasons why I send you this text, however not knowing what you might think of it, I won't stop saying that I am an European, I am against war, I am against Irak's dictatorship, and I am not against any people or culture, either it is European,
American or Muslim. However I will stand up and point my finger to all those people or situations I do believe that are against Peace. Either it is in Irak, in the United States, in Israel or in Portugal wich is the place that has seen me since the day I was born until this day.
What makes me unhappy is to see a divided Europe due to some people who are unfortunatelly rulling our countries. The thing that makes me happy is to know that these same persons can be replaced how many times we want and that the divisions that are present in our
governments are not represented on the minds of our people. There is a mutual understandment between our people that war isn't desired and once again the ones that are divided are those who are on the governmental positions. In a land that has in the past century seen so many deaths, destruction and war at the hands of the maniac dictators, there can be no place for those who want war. In a land that was now trying to construct a peacefull nation, I must condemn those who now want to
transform this land on an belicist nation.
Speaking as a Lisboa born citizen, an European, and a citizen of the World, a world that in my belief can't have a place for terror, either from dictators or from those who like to ban terror with terror, I must say that this country where I live has in some periods said NO to some kind of agressions. During Napoleon's Invasion of Europe, he asked to all the British citizens who lived here, to be deported and to their belongings to be delivered to him, our King said NO. In 1974 our troops and then our people said NO to the dictatorship and to the colonial war wich was killing our people and the people of our African colonies. We said NO to the Yugoslavian agressions in Bosnia and Kosovo, and more recently we were thousands to say NO to the Indonesian agression in East
Timor, so at this point it is my time to say NO to those who support wars for oil such as the United States Administration or dictatorship's such as the Irak's Administration.
I do really hope - strange word these days - that you brave people did took a chance to reed this long text and in some way agree with this, but as freedom supporter I am, I will understand if you don't agree with my opinion, and I assure you I won't invade your house. Those who would like and want please react to this, because it's from
dialogue we should came to an agreement and not from shooting a gun demanding an agreement. If you consider me as to be another fool that just talks... well each of us acts and reacts the way we consider to be appropriate to the time, however some of us prefer that the way to act is to point a finger and not a gun. I just believe that I live in a World with so many cultures that could be used as well as the knowledges each one has to improve life, and we just use those knowledges to be indifferent to each other, to kill one another showing how powerfull we are.
And now I will end my letter not bothering you anymore but hoping you had the courage to see this to the end...

With my deepest regards and respect to all of you who are my friends...

Paulo Peralta

Thursday, March 11, 2004

Realmente, cada vez mais dá vontade de questionar o que raio andamos cá a fazer... Acordar ou ser acordado por notícias de atentados e de vítimas é algo que acontece cada vez mais frequentemente... A violência pelo "prazer" doentio que esta tráz é cada vez mais consistente na mente das pessoas... Já é uma necessidade para alguns matar e ver sangue é já uma necessidade. O constante desrespeito pela vida humana está num ponto sem retorno. Matar e matar mais são palavras de ordem para que se consiga ter um dia de atenção nos jornais mundiais e fazer ouvir um "nome" de modo a que meta "medo" aos nossos ouvidos. Mostro o meu repúdio por tudo e todos os que defendem estas medidas para fazer ouvir uma ideia ou conquistar um objectivo. É além de indecente, imoral, desumano e selvático, uma afronta aos que querem viver em dignidade, em liberdade e em paz. Não me interessa saber um nome ou um grupo, interessa-me sim saber que os actos praticados são do mais bárbaro e desumano que se pode fazer.
Sinto-me especialmente tocado pelos desenvolvimentos de hoje... Foi por Espanha que os meus entes passaram, é por Espanha que ainda hoje tenho bastante admiração e é em muitos aspectos com os espanhóis que me identifico. É com eles que hoje está a minha solidariedade e o meu pensamento. Não tenho muitas palavras de conforto, apenas a referência à minha solidariedade para com um povo, e em especial para com as famílias daqueles que hoje faleceram vítimas de mais um ataque brutal e desumano.

Para quem quiser expressar as suas condolências disponibilizo aqui o mail da Embaixada de Espanha:

embesppt@correo.mae.es

A todos um dia melhor

Wednesday, March 10, 2004

Entre os meus papéis e a minha sempre frustrada tentativa de arrumar alguma coisa, porque parece-me MESMO que gosto é de ter isto desarrumado e tudo a monte ( ao menos assim sei onde tenho as coisas....... ) lembrei-me de uma coisa que disse aqui à uns tempos.....

" Um povo "pequenino" faz um país pequenino, e um país pequenino nunca há-de ter um povo "grande" "

De facto é complicado tentarmos fazer seja o que fôr quando ao termos ideias novas, ou quando nos dá vontade de fazer algo, existe sempre alguém por perto a dizer " Acalma-te e não penses nisso, porque não o vais conseguir ". É tão animador saber que se fôr pelo e com o apoio dos outros, não havemos de avançar nem muito, nem muito longe... Pois a esses..... estico com muito vigor o meu dedo médio, e que se lembrem SEMPRE o quão sentida é a minha indiferença àqueles que gostam de "castrar" a mente, a criatividade e a inovação dos outros...

Bem... quero ver se me lembro de algo mais para vir para aqui escrever, mas se não o conseguir pelo menos sempre fica o meu "estado de alma" face a algumas coisas, situações e pessoas...

Tuesday, March 09, 2004

Depois de ter publicado o mail com a carta a propósito da Leni Riefenstahl, a qual agradeço a todos os que a reenviaram, ou pelo menos se deram ao trabalho de ler, chega a altura de fazer um agradecimento MUITO especial à Gabriele Silten... Conheci esta GRANDE senhora através de um mailing list da yahoo, e aqui está a prova como se conhecem pessoas nobres de carácter através deste meio. Uma senhora que em muito me apoiou nas minhas pesquisas e estudos sobre o Holocausto e da vida em campos de concentração, através da sua própria vivência e experiência pessoal. Conhecimentos estes que nunca me teriam sido possíveis adquirir, e que em muito contribuíram para a minha formação como indivíduo. Agradeço todo o seu apoio, compreensão e paciência para dúvidas que muitas vezes nos assolam no nosso caminho.

To Gabriele a special thank you note with my deepest respect and honored to be a friend. Thank you for having the time to share some attention and your knowlodge, your books and your personal experiences :)

Peralta

Monday, March 08, 2004

This was the letter I've sent to the AMPAS and to all my friends and contacts about Leni Riefenstahl.

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For those who know me well, you know my love and obsession for the movies and know that I akways keep in touch with pretty much EVERYTHING about cinema.
For that reason it would be important if you read the following text I send you, understand the reason's why I write these lines and if you do agree with them, I ask you to forward the text to AMPAS ( Academy of Motion Picture Arts and Sciences ) at the e-mail ampas@oscars.org who every year takes part of it's Oscar Broadcasting as a small recognition to all those who contributed to the film industry and died in the past year.
It is important that if you agree, to copy the following text, and on top of it you write " I agree with this text " and also to sign your name and location ( city, country ), and with the subject line saying " Leni Riefenstahl ".
Thank you for your attention

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To the distinguished members of the Academy of Motion Pictures Arts and Sciences

During the past year, many were those who contributed to the film industry and to some of the best and memorable moments at movie theaters, who died. One of those persons was the former German actress and directeur Leni Riefenstahl.
For those who don't know the name, Leni Riefenstahl was an actress during the 1920's who was admired by Adolf Hitler, who saw in her the perfect example of a "true German", capable of glorifying the Nazi ideas.
All of us know what the Nazi ideas made during the 1930's and 1940's all over the world: war, destruction, death, genocide and starvation due to the search of power and control, ignoring people and the respect, every human being deserves to have and live a noble life.
As an European citizen, although not having family who suffered directly from World War II horrors, it is my moral obligation to write this letter asking the AMPAS direction, distinguished members and representatives to be aware that noone involved in any way with such horrors may be honored in any occasion, and in this case Oscars night, wich is broadcasted to all the world.
In the name of human dignity and most importantly in the name of all those who died, killed by the Nazi regime, it is important that the name of Leni Riefenstahl should NOT have international recognition. NOT in the name of art, and NOT in the name of an academy of awards and promotes the best in the industry each year.
It is important that Leni Riefenstahl's name won't be mentioned in every year's section " In Memoriam " of the Oscars.
Art is supposed to give importance to Man's great actions, developments and courageous acts, not to those who promote and colaborated with dictatorships ans fascist regimes.
I sincerely ask that this letter won't be ignored and that no special mention be made to this person.

With my best regards

Sintra, Portugal, Europe

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For my satisfaction I know that many people from Portugal, Spain, France, Italy, Germany, The Netherlands, Canada, United States, Israel and Peru have forwarded this letter. The negative aspect was that this person had her 5 seconds ( too much time in my opinion ) at the Oscars... but... that's just ME !!!

Sunday, March 07, 2004

Olá aos leitores, amigos ou não, próximos ou mais distantes que tiverem a ousadia de por aqui aparecer e coragem para irem lendo o que eventualmente por aqui comece a escrever.
Seguindo o conselho de alguns de vocês, que curiosamente dizem que tenho jeitinho para a escrita, e vendo o caso de outros tantos que já criaram o vosso próprio blog... Cá ganhei coragem para me aventurar nestas lides... Espero não desiludir, e começar de facto a ganhar mais motivação para vos ir surpreendendo com as minhas ideias e pensamentos, que como muitos já estão habituados às vezes são um pouco extremistas, mas.... como eu próprio disse... já estão habituados por isso.... get over it !!!

Abraços a quem é de abraços e beijinhos a quem é de beijinhos

Voltem sempre

Peralta ;)