Sunday, August 15, 2004

Pela primeira vez na vida vou confessar que estou a atravessar uma fase difícil na vida... sim, é verdade... Uma época de descoberta do Mundo que me rodeia, e das mentalidades que ele suporta todo o santo dia. Sim, aqui vai... Estou a atravessar o meu período de nojo... Aquele período em que tenho tão pouca paciência para algumas coisas, que só me dá vontade de gritar aos ouvidos de umas quantas pessoas para lhes fazer ver a sua imensa estupidez... O problema é que muito provavelmente nem me iriam ouvir... Aqui está.. Finalmente consegui admiti-lo !
Ao conversar com um grupo de amigos sobre cinema, tive a " ousadia " de referir uns quantos títulos de filmes que até hoje me tinham satisfeito as medidas e o prazer de perder duas horas frente a um ecrã de televisão. Até aqui tudo bem, não fosse eu referir que alguns desses filmes são por exemplo Thelma & Louise, de Ridley Scott ou Malena, de Giuseppe Tornatore.
Até aqui tudo bem, porque, no preciso momento em que falo nestes filmes, ora uns não conheciam, ora outros os classificaram imediatamente como, e passo a citar, " filmes de gaja "... Ora... pergunto eu o que é um filme de gaja ? Resposta imediata: " um filme meloso e que é para pôr as pessoas a chorar ".. Resumindo, um filme para gajo não lhe pode dar qualquer tipo de sentimento, a não ser sentimentos provocados por o explodir de uma granada, e o qual dê para emborcar uma bejeca e comer uns torresmos... Eh pá... Peço desculpa àqueles que gostam de Chuck Norris e histórias de Desaparecido em Combate ( e as suas três mil continuações e sequelas ), mas sinceramente e correndo o risco de ficar mal, eu prefiro perder as minhas duas horas a ver algo que me deixe algum tipo de conteúdo e onde possa refletir sobre algo e deslumbrar-me com os desempenhos de bons actores, e não com o desempenho do último modelo de equipamento militar... Ora agora... já com tantas etiquetas que todo o santo dia temos de nos sujeitar, ou não, a ver neste mundo, agora elas chegam também ao cinema que consumimos... Vamos lá ver, que uma pessoa não goste de um determinado tipo de filme, até aceito, pois não podemos gostar todos do mesmo, agora daí a determinado cinema ser " cinema de gaja ", vai uma pequena GRANDE distância. Não peço que concordem comigo, mas ao menos sigam a máxima do " vive e deixa viver "...
Pessoalmente ignoro.. ou tento... vejo um pouco de tudo, ou quase, e vou retendo aquilo que para mim é de qualidade. Se à vista e à mentalidade dos demais é de "gaja" ou de "gajo"... enfim... isso deixo à crítica elaborada ( na maior parte dos casos não o é ) dos demais...
Com isto tudo me despeço e avisando desde já que vou ver o filme Casamento Debaixo de Chuva, da realizadora Mirna Nair. Mais um filme de gaja....

E que Deus e a Comissão de Inquisição e Censura tenha piedade de mim... Se não tiver... Há por aí tanta madeira, comecem já a atear a fogueira... Já sabem onde me encontar...

Saturday, August 14, 2004

Ontem estive a ler um texto da Clara Pinto Correia que, logo à partida me despertou um enorme interesse pelo seu título original... " A Dádiva do Toque ". Realmente o " toque " é uma dádiva importante. Quantas pessoas passam uma vida sem nunca sentirem um carinho de alguém, um beijinho como nos refere o texto, um abraço ou uma carícia de outra pessoa ? Não estou aqui para falar de sexualidade mas sim de afectos... Porque será tão estranho ou incómodo, ou ambos, para tanta gente o poder receber um afecto de outra pessoa ? E porque se sentirão tão incomodadas as pessoas de os receber ? Porque haverá a vergonha do ridículo ? O medo do gozo ? Será por demonstrar mais fragilidade ? Mais exposição face a terceiros ?
Na realidade qual é o verdadeiro problema em se ser tocado ? Em sentir um afecto ? Existe tanto preconceito ( palavra que lamento a quem leia isto, mas dá-me vómitos ) em relação a tanta coisa, agora também tem e haver preconceito em relação aos afectos ? Não posso eu gostar de ver uma amiga ou um amigo meu e cumprimentar a pessoa com um beijo ou um abraço ? O que será que deixa as pessoas tão incomodadas com as demonstrações de afecto, de carinho ou de proximidade e cumplicidade entre dois seres ? Acho que num pequeno texto nunca deixei tantas questões, mas de facto este é um assunto que me perturba ! Enfim.... não direi perturbar, mas de facto suscita-me curiosidade. Nasci e fui educado num meio familiar extremamente forte, onde desde pequeno tive o hábito ( se calhar estúpido ou estranho para muitos que leiam isto ) de cumprimentar os meus familiares com dois beijos quando os encontro e outros dois quando me despeço, e isto serve também para as minhas amizades mais próximas, porque há também uma cumplicidade maior com algumas pessoas fora do seio familiar. Agora pergunto eu, é assim tão fora do normal que tenha este hábito ? E se é, então qual os motivos ? Alguém mos explica ? É que sinceramente dava jeito ! Muito por acaso, porque gosto de ficar a par das novas tendências, mesmo que não as vá adoptar para o meu modo de vida ! A informação nunca ocupa lugar !
Aos que me são próximos dois beijos, aos outros um aperto de mão... sim, até mesmo àqueles que se repugnam com um cumprimento mais pessoal... Afinal de contas também são filhos de Deus.... ou de alguém.... sabe-se lá !

Friday, August 13, 2004

Iniciam-se hoje os Olímpicos de Atenas. Passados 108 anos desde a última edição das Olímpiadas modernas em Atenas, a capital grega é novamente palco do maior evento desportivo do Mundo. Além dos Jogos Olímpicos serem normalmente um evento de fraternidade e convívio entre os povos, estes são sem dúvida aqueles onde este convívio está mais em evidência. Desde os últimos em Sidney, muito mudou o Mundo... O 11 de Setembro, guerra no Afeganistão, guerra no Iraque, 11 de Março, e isto só destacando aqueles acontecimentos que se tornaram mais mediáticos. Todos os outros acontecimentos nada agradáveis continuam diariamente a suceder um atrás do outro, por isso.... Infelizmente digo, já nem os comento....
O mais curioso disto tudo é que sendo estes Jogos Olímpicos chamados os da "fraternidade entre os povos ", irão estar todos os ditos povos jutos no mesmo recinto... Americanos e Iraquianos... Israelitas judeus e Palestinianos, que julgo pela primeira vez participam nuns Jogos Olímpicos, e pergunto-me porque não se relacionam "bem" como nos Jogos dentro das suas portas ? Não seria preferível mostrar um pouca da "rivalidade" saudável em competição, e de fraternidade dentro dos seus respectivos territórios ?
Tenho pena que a minha voz não se escute para além deste blog, nem para além daqueles que julgo serem já os meus leitores... Não poderia prometer uma resolução e nada, mas poderia e posso... aliás PROMETO, que sim a tentaria fazer ouvir... Isso é um compromisso que assumo desde já, e garanto que a farei ouvir para uma minha tentativa, pequena no entanto, para estimular essa fraternidade... E para que esta palavra e nobre sentimento não seja levado em vão de 4 em 4 anos apenas quando alguém decide que deve ficar bem apenas para uma " fotografia "... Mas ainda BEM que existe esta oportunidade de " fotografia " porque assim além de vermos que é possível a existência e concretização de fraternidade, posso constatar que ela não existe apenas por caprichos e más vontades daqueles que a podem " fornecer ".

Um BOM percurso de 13 a 29 de Agosto de 2004 em Atenas, bom percurso aos melhores, e umas Olimpíadas em PAZ e SEGURANÇA para todos, para que Munique 72 não volte a acontecer, e daqui se possam retirar alguns " ensinamentos " para os próximos quatro anos.

Wednesday, August 04, 2004

Ao Exmo. Sr. Embaixador do Reino Unido

O meu nome é Paulo Peralta, sou um estudante de 24 anos do curso de Ciência Política, e quero futuramente seguir a carreira diplomática, tal como o senhor.
Apesar do motivo que me leva a escrever-lhe esta carta aberta não ser infelizmente o melhor, desde já lhe envio os meus mais cordiais cumprimentos, e espero muito sinceramente que esta carta lhe chegue às mãos, e que possa dispender de algum do seu tempo para a ler.
Como cidadão Europeu, e que acredita convictamente na possibilidade e na realidade que é o ideal de projecto europeu como uma nação ou território de ideais pela Liberdade e pelo respeito, e sendo eu um cidadão deste território, que abrange muitos milhões de cidadãos desde Portugal à Rússia, composto por uma diversidade linguística, cultural, histórica, religiosa e social, tento manter-me sempre alerta ou minimamente informado a respeito daquilo que por entre estas nossas "paredes" sempre abertas ocorre, bem como aquilo que ocorrendo fora delas nos pode ir também afectando ou influenciando.
Sentindo-me não superior mas sim consciente sobre as tristes e infelizes realidades que a cada dia vão assolando o nosso Mundo e a civilização de uma forma geral, posso assegurar-lhe que um dos factores mais contraditórios com que me deparei até hoje foram os terríveis acontecimentos que abalaram as cidades de Nova York e Washington no 11 de Setembro de 2001. Digo contraditório porque se por um lado foi um acontecimento que me abalou profundamente por forma a me sentir bastante "perdido" neste nosso perfeito, ou talvez não, Mundo, deu-me também uma vontade maior para poder seguir o meu desejo de poder enveredar pela carreira diplomática servindo assim como um veículo de comunicação entre grupos opostos como forma de incentivar o diálogo e assim servindo como a plataforma entre a sanidade e o indesejado caos.
Cerca de um ano depois, um ano que de todas as formas abalou a nossa vivência em todos os aspectos, em que todos nós aprendemos novamente como viver e como estar numa comunidade global que engloba tantas pessoas e tantas formas de estar na vida, deparo-me com algo que me deixou deveras preocupado com a nossa própria posição face ao problema do terrorismo. Foi com o maior espanto que, ao ligar a televisão para ver a única coisa a que ainda presto atenção, o noticiário, que deparo com uma reportagem sobre uma manifestação de apoio aos próprios ataques terroristas de 11 de Setembro em pleno solo da capital britânica, Londres. Se os acontecimentos de um ano antes me causaram uma consternação enorme, os desse ano provocaram-me um sentimento enorme de revolta e mal-estar.
É certo que vivemos num espaço onde se apregoam as liberdades individuais de cada um, as mesmas que defendo na sua totalidade, no entanto, toda a liberdade só é respeitada quando de acordo com o mesmo respeito pelas liberdades dos outros cidadãos. Se é real que todos nós temos o direito de exprimir a nossa opinião dizendo aquilo que pensamos, não é menos verdade que a liberdade conferida a um grupo de cidadãos para rejubilarem com a morte de milhares de outros é uma ofensa contra a minha moral e a minha liberdade de chorar pelas vidas que foram injusta e violentamente retiradas pelos selváticos actos cometidos por fanáticos que usam e abusam da violência em nome de causas sem fim ou fundamento, não se preocupando minimamente pelo respeito ou pela dignidade humana.
Existe quem defenda a ideia de que para criticarmos os outros precisamos em primeiro lugar de nos criticarmos a nós próprios. Como tal, e defendendo novamente a ideia de que habitamos todos o mesmo espaço, e de que somos detentores da mesma nacionalidade Europeia, aponto a permissão destas manifestações de apoio aos atentados terroristas como sendo o nosso erro. Fui criado e educado num seio em que sempre me foi transmitida a ideia de que se deve defender e respeitar um próximo, e ao mesmo tempo defender causas que acho dignas e banir as injustas. O Governo britânico, ao permitir manifestações em defesa de actos bárbaros contra a segurança de vidas humanas, agiu erradamente, e contra algo ainda de maior que é a moral.
Pergunto também, na qualidade de cidadão Ibérico, ao Sr. Embaixador, o que acha dos atentados terroristas do 11 de Março na cidade de Madrid ? Vai permitir que o seu governo e o seu país façam manifestações de apoio aos ataques que provocaram a morte de mais 200 cidadãos ? Ou vai chamar a atenção das suas autoridades e do seu governo ? Espero para bem da nossa identidade e da nossa moral que a segunda hipótese seja aquela que escolhe.
Acreditando piamente nos valores que unem os nossos povos, já não falando na longa tradição de unidade e amizade que ligam Portugal e o Reino Unido desde há muitos séculos, bem como sermos ambos membros de pleno direito da Europa, espero sinceramente não ter mais nenhum desgosto de ver tais manifestações que me fizeram ter vergonha de partilhar o mesmo espaço com o mesmo povo ao qual o meu está ligado por tantos laços à tantos séculos. Acredito convictamente que o Sr. Embaixador possa e VÁ fazer algo que pelo menos demonstre o repúdio por estes actos. A questão não é se terá resultados imediatos. A questão é que pelo menos a minha voz, bem como a de muitos outros, através da SUA seja finalmente escutada.
Mais uma vez agradeço-lhe profundamente o tempo que tomou ( espero ! ) a ler esta carta aberta e deixo-o com os meus mais cordiais e respeitosos cumprimentos.

Atenciosamente

Paulo Peralta

Tuesday, July 27, 2004

Se estamos chateados é porque estamos chateados... Se estamos bem dispostos, é porque estamos bem dispostos... É-se preso por ter cão, e ao mesmo tempo também se é preso por não o ter... Paradigmas... ? Fenómenos da Natureza... ? Fenómenos por certo...

Já dizia a grande Katherine Hepburn: " Never complain, never explain ".

Habituem-se.... Se quiser dizer algo, EU DIGO !!!

E com esta me despeço por agora, porque isto já é o sono a "falar"

Monday, July 26, 2004

É certo e sabido por todos aqueles que me conhecem que, para eu pegar num livro é porque tenho de facto, mesmo MUITO interesse em ler o dito. Através de uma pequena referência numa qualquer revista, olhei para o nome do autor, Victor Hugo, e achei o nome do livro " O Último Dia de um Condenado", interessante. Foi sem pensar duas vezes que me dirigi à FNAC para procurar e adquirir o livro. Confesso que até ao momento, me tem prendido todas as atenções. Confesso que vou ainda no início, mas para isto acontecer é porque o título do livro me despertou mesmo MUITO interesse, bem como a breve sinopse do mesmo: " Um brilhante manifesto contra a pena de morte ". Ao mesmo tempo, deparei através de uma pesquisa pela net, com o tambem magnífico dito de Victor Hugo:

" É belo modelar uma estátua e dar-lhe vida, mas é sublime modelar uma inteligência e dar-lhe liberdade "

Belo seria também, poder ter uma hora para poder falar com uma pessoa que profira palavras destas. Uma pessoa com quem pudesse vibrar só de a ouvir. Prometia o meu silêncio, pois não podemos travar o raciocínio de " mentes pensantes ". Temos de as deixar " divagar " no seu próprio Mundo, de forma a permitir-nos a nós viajar por lá, e construindo o nosso próprio Mundo.

Saturday, July 17, 2004

E assim está quase findo mais um 17 de Julho, esse nobre e glorioso dia ( eh eh eh sim porque o é ) em que nasceu aqui esta peça... A todos os que se lembraram deste meu 24º ano de passagem por aqui agradeço, e amanhã farei a devida dedicatória. A todos os que positivamente influenciaram a minha pessoa igualmente agradeço, porque foram vocês que me tornaram naquilo de positivo e também negativo vou tendo :P
Foi um dia bom.... Foi um dia feliz.... E destes espero ter bastantes mais na companhia de todos vocês....

17 de Julho de 1980 ---- > O Grande Dia :P

Thursday, July 15, 2004

Passou mais um 14 de Julho.. Uma das datas mais importantes da nossa suposta civilização... A data que, corria o ano de 1789, deu uma nova dimensão ao fenómeno da revolta popular, da revolta contra o obscurantismo, contra o despesismo e contra a tirania daqueles que com poder e sem sentido governativo, obtinham o poder apenas porque pertenciam à família adequada. Passados 215 anos, é de questionar se a "família" não está de volta ! Não como a forma de uma família real despótica e totalmente alheia das necessidades e carências do seu povo, mas sob a forma de um regime ou um governo que com a mesma indiferença para com aqueles que partilham o seu mesmo espaço, e que se mantém impávidos e convictos de que aquilo que NÃO fazem é exactamente o correcto para satisfazer as necessidades dos que "abaixo" de si se encontram.
A meu ver uma das datas mais importantes da História, o 14 de Julho de 1789, é ainda hoje marca de uma revolta com contornos surpreendentes que abalou não só França, como teria por si só grandes repercussões a nível do nosso continente, bem como do Mundo. Daqui nasceu o ideal de Direito... dos Direitos Fundamentais... Daqueles Direitos que irónicamente se lutam para ter, e quando eles nos são entregues, rapidamente nos esquecemos da sua existência, relegando-o para algo secundário... O que de facto se torna assustador... MUITO assustador...

Liberté, Egalité, Fraternité

Serão estes os valores, os ideais, e os Direitos que queremos, para depois os esquecermos ?

Wednesday, July 14, 2004

Realmente hoje compreendo como as pessoas podem facilmente entrar numa depressão que as leve ao fundo de um posso sem fundo. Tendo visto depois de um exame de ICS o filme " As Horas " de Stephan Daldry, é de facto perturbador ver o quão fácil é chegar a esse limite sem retorno. Não me refiro ao ponto do suicídio porque estou firmemente contra essa "solução" mas que de facto é complicado gerir certas coisas da vida de cada um, disso não tenho a mais pequena dúvida.
Difícil, mais difícil ainda é gritar bem alto, e reparar que ninguém nos ouve, e que quem ouve, raramente liga. No entanto, e esta sim a parte que faz valer um dia na sua totalidade, é apercebermo-nos que aquelas pessoas que parecem conhecer-nos tão pouco, de um momento para o outro se viram para nós e: " Então, o que se passa contigo que não estás como é costume ?! "... E tudo isto, sem nós nos apercebermos que falamos de uma forma tão diferente assim, que leve a que a outra pessoa note a diferença no nosso estado de espírito. Por ter notado essa diferença, e por ter já pela segunda vez em tão pouco tempo dado tão facilmente por ela, tenho de dizer que ocupa no seio das pessoas a quem vou aprendendo a admirar, aqui no meu cantinho, o João Sweet :) Um tipo espectacular que me faz rir sempre nas alturas ideais, deixando-me mais satisfeito, e com um pouco mais de ânimo para "olhar" para o dia de amanhã.

São as pequenas coisas que nos tornam diferentes, e são as pequenas coisas que nos tornam especiais.

Esta pequena passagem pelo Blog hoje é dedicada a esse GRANDE Senhor Sweet ;) Um abraço bem FORTE para ti :)

Monday, July 12, 2004

Quebrar barreiras e vencer desafios. Cabeça erguida e ultrapassar os obstáculos que nos enfrentam todos os dias, uns mais gravosos que outros...
Ainda gostava de perceber porque é que neste país e com este povo que só vibra, infelizmente, à custa de futebol, é tão complicado que alguém se mostre sempre de cabeça levantada !!! Ou será que quando há um problema, as pessoas têm de se enfiar na lama para poderem mostrar aos outros que estão ou que se sentem mal ? Será que não existe a capacidade de compreensão que apesar de mal, pode haver quem queira cair de pé ? Como diria a grande senhora do nosso teatro, Palmira Bastos..... " Morrer de pé.. de pé como as árvores " ? E mesmo que não se possa fazer isso como humano, será que pelo menos se pode ter a ousadia de tentar ? É isso que pergunto....... não peço, apenas pergunto... É que havendo pelo menos a hipótese.... a OPORTUNIDADE de poder escolher fazê-lo, já é uma grande vantagem que "nós", aqueles que ainda são humanos ( estranha palavra ) pedem e gostariam de ver concretizado esse tão ínfimo desejo... o DIREITO DE ESCOLHA

Monday, June 07, 2004

Com uma frase de Winston Churchill assinalo a passagem do sexagésimo aniversário do Dia D a 6 de Junho de 2004:

" This is not the end. The is not the begining of the end. This is the end of the begining "

Aos que corajosamente lutaram pela Liberdade. Aos que ainda LUTAM por ela.

Sunday, May 09, 2004

Maio 2004, um mês importante para a Europa... após a entrada de 10 novos países na União Europeia ( Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia e República Checa ) no passado dia 1, tornando assim o espaço comum de 15 para 25 países, e pondo um final às velhas barreiras e divisões que os nossos países sentiram, quer através do último conflito Mundial, quer através da Cortina de Ferro que durante mais de 40 anos separou o Velho Continente em dois blocos. Estamos finalmente numa Europa, vulgo União Europeia, que do Atlântico até ao Leste Europeu se estende por vários países, por várias culturas, por várias religiões, por várias línguas e por vários povos. Será agora de esperar a aposta nisso mesmo ? No povo ? Pelo menos é aquilo que eu espero. Começar a ver a NOSSA dedicação àqueles que connosco partilham o mesmo espaço, o desaparecer de velhas indiferenças e ódios. Se existe algo que os nossos políticos nos vão "ensinando" é que estes ódios podem ser ultrapassados. Independentemente de para eles ser apenas para uma foto, muitas vezes sem significado, para nós deveria tê-lo e muito, e "olharmos" para os outros 450 milhões de pessoas, que a partir deste mês partilham este espaço connosco, como sendo o NOSSO POVO, e em vez de olharmos constantemente para outros lados, começarmos a olhar com mais atenção para aquele espaço onde nos situamos, e SEMPRE situámos, a velha Europa. Deixemo-nos de medos, deixemo-nos de hipocrisia e olhemos para a Europa como o nosso espaço, que pode ser desafiante, confuso por vezes, mas é o nosso espaço.
Finalmente neste dia que hoje passa, o 9 de Maio, não esqueçamos que é o Dia da Europa. O dia em que o nosso continente e o nosso povo se libertou da agressão que nos assolou entre 1939 e 1945. Um dia que devia ser celebrado e homenageado como sendo o da nossa libertação. Se bem que modesta aqui fica a minha homenagem a este grande dia e que ele se possa celebrar durante muitos mais anos em LIBERDADE.

Um excelente dia para todos

Peralta

Tuesday, May 04, 2004

Apesar das inúmeras brutalidades com que nos deparamos diariamente, por vezes surgem-nos coisas interessantes a registar e a guardar... Recebi este mail através do Henriqueta, e sem dúvida este é digno de ficar na História... Se este discurso teve, de facto, lugar, acho que é dos mais brilhantes algumas vez proferidos por alguém, e aqui partilho, esperando não ser o único a admirá-lo.

Abraços e beijinhos a quem os quiser

Peralta


" Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA

Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos, o ex-governador do Dfe, o actual Ministro da Educação Cristóvão Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta do Sr.Cristovão Buarque:

' De facto, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que os nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...
O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas a França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.
Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa! '

Monday, April 26, 2004

1998...

Ano 0 das grandes transformações e das grandes mudanças. O ano em que começo a vir à net... O primeiro modem, obtido através das drásticas circunstâncias que foram... Obtido à custa da minha maior perda até hoje... Será que teria valido a pena ?

Ao mesmo tempo, entrava-se neste "Mundo" de informação, sem saber o que dele esperar, e adquire-se conhecimento da enormidade de informações e de conteúdos que se podem alcançar à distância de um click... Um simples click... Conhecem-se informações, conhcem-se pessoas... Conhece-se o pior, e com sorte, alguma sorte, conhece-se o melhor...

Foi no ano de 1998 que conheci a minha Tia Rufina ;) praticamente do outro lado do Mundo, e que em muito me ajudou a conhecer um lado importante da nossa História e as transformações que as vidas das pessoas muitas vezes podem levar, especialmente quando menos se esperam... A mudança...

Tive a felicidade extrema de na passada segunda-feira a conhecer, assim como a demais elementos da comunidade que tive o orgulho e prazer de ver crescer e solidificar-se e tornar-se num importante veículo de conhecimento e união. União das pessoas, independentemente do local em que se encontram.

Muitos mais e melhores dias

Mazel Tov
Shalom ;)

Monday, April 12, 2004

Vá lá, haja hoje pelo menos uma boa notícia.... Ter um blog ainda com tão pouca coisa escrita, e já o ter evidenciado na Greenpeace, é sem dúvida um orgulho aqui para o "menino" :P

Responsabilidades acrescidas agora.... Tenho de começar a escrever mais, tentando sempre a melhor qualidade possível, para honrar este "presente" que me foi dado :)

GO ON GREENPEACE ;)
Un més después del 11-M vosotros no están olvidados... La memoria vay a continuar con nosotros...

Por Madrid, por España, por la Iberia y por la dignidad.

Basta YA !

Sunday, April 11, 2004

Depois de no dia 10 de Abril ter sido o aniversário do meu grande amigo João :) e da minha grande amiga Mara :) dia em que infelizmente não pude aqui escrever nada, chega este também grande dia 11 de Abril, em que a Sófia faz anos :)
Por esta altura já deve ela pensar que me esqueci de lhe enviar os Parabéns... por isso ao mesmo tempo que escrevo, tou a enviar também uma sms e um postal electrónico... Sim, porque há pessoas de quem não os podemos, ou devemos nunca esquecer, e ela é daquelas pessoas que conquistou facilmente a minha admiração :)

À Sófia tudo de bom deste Mundo, um dia MUITO feliz na companhia da família e namorado, e um GRANDEEEEEEEEEEEEEEEE beijinho deste amigo que a adora :)

Só espero que se tudo tem sido relativamente bom até aqui, que continue assim, ou então que te surpreenda com muito mais e melhor :)

Saturday, April 03, 2004

Em frente a uma folha de papel ou a um pc neste caso sem saber aqui que escrever... de facto quem disse que o bloqueio existia, bem sabia do que falava... Mas também escrever sobre o quê ? Que cada vês que saímos à rua se vê uma injustiça ainda maior do que a anterior que tínhamos presenciado ? Que ao ligarmos a televisão se vê uma notícia pior ainda que a última ? Temos pena..... já evito olhar para as notícias por isso mesmo... Já cansa ver tanta coisa sem nexo nenhum, e apenas meia dúzia de demagogos que gostam de falr e falar e falar num sem fim de palavras que já foram interiorizadas pelas ditas pessoas... Ou então ouvir meia dúzia de "pessoazinhas" com palavras caras demais para o entendimento do comum, ou apenas levar este a dizer " Bem... este fala bem, por isso sabe aquilo que diz ! "... Pergunto eu... Será que sabe, ou fala apenas caro demais sem o próprio saber o que diz ? Vendo tudo aquilo que se vê pela televisão, pelos jornais... mais aposto que apenas foi escrever palavras com mais de 3 sílabas para parecer um discurso sonante e de extrema importância. Tirando isso, falar então de quê ? Falar de que nos estão constantemente a lembrar que não vamos conseguir aquilo que queremos ? Que devíamos ter objectivos mais "humildes" ? Bahhhhhhh.......... sinceramente digam-me isso e apenas me vão ver a fazer um olhar de desprezo e de indiferença... Porque carga de água será que temos de ser humildes ? Não poderemos ser antes simples ? Ter GRANDES objectivos mas alcançá-los com dignidade, com simplicidade e com força de vontade ? Temos de ser humildes e baixar a cabeça a quem aparentemente tem "mais" possibilidades do que nós ? Esta palavrinha "humildade" realmente tem ganho uma nova dimensão nos últimos tempo... É errado querermos algo.. é errado desejarmos algo... é errado ambicionarmos algo... O correcto é sim, na boca de muitos, o pensar pequenino para sermos constantemente subservientes de algo ou alguém... Por isso é que é de facto glorioso podermos ver alguém que contra a maré conquistou aquele lugar ao sol, aquele pequeno lugar aos olhos da maioria, mas onde nos sentimos bem e no NOSSO espaço.. A esses sim, sem humildade nenhuma, faço uma GRANDE vénia pela admiração que lhes tenho. Pelo respeito da qualidade daquilo que fazem, e pela capacidade de conquistarem o SEU espaço, e de o possuírem sem qualquer tipo de reservas e sem qualquer tipo de humildade. Pela simplicidade, e especialmente pela força de vontade e rebeldia com que o alcançaram merecem bem o tal espaço e estatuto que hoje têm.

Fica aqui o meu pequeno comentário a favor da rebeldia e liberdade de espírito que algumas pessoas ousam ter, e que sirva como a minha simples mas extremamente sentida homenagem ao espírito daqueles que ousam ir contra a maré, que ousam desafiar as mentes retrógradas e pequenas... Aqui fica a minha homenagem a esse GRANDE senhor que me faz ter vontade de seguir na vida académica que escolhi, e que me dá força para lutar por causas em que acredito, mesmo quando me dizem que são causas vãs e sem rumo.

Neste dia em que passa o 50º aniversário do desaparecimento de um dos últimos grandes Portugueses... Um dos últimos grandes Ibéricos.... Um dos últimos grandes Europeus e cidadãos do Mundo.... Neste dia que deveria por si só ser um pouco de maior reflexão.... Um bem haja ao GRANDE HOMEM, ao GRANDE SER HUMANO e a um GRANDE SENHOR...... Aristides Sousa Mendes

Por ter existido, por ter deixado um contributo ao Mundo, e por ter influenciado indivíduos como EU agradeço e homenageio-o deste simples mas sentida forma.

A todos os que como ele pensam, e que ousam desafiar a corrente, a maré e o que está estabelecido.... um voto de força...

Saturday, March 20, 2004

One year ago, due to Irak's occupation by Us and British troops I wrote this Declaration.. One year has past and once again these situations require our attention... I leave you once more with my thoughts..

*

March 18, 2003

My friends,

Some of you might allready know me, and for those who don't I will just say that I am Paulo Peralta a 22 years old student from Portugal, and it has been my desire for as long as I can remember to become a Diplomat, because I do believe that the true Peace in the World comes from the possibility of mutual understandment in order to solve problems that may exist between countries, cultures and people. It is obvious why I write these lines in English, in spite of wanting to do it on my own language, however many of you wouldn't understand it, so I ask for your understandment.
For the past days we all from Europe to Asia, America, Africa and Australia come across the news of a new and most possible war on Irak, due to the dictatorship that is rulling that country. On the moment, millions where those who all over the world came to the streets and said " Not in my name ! ". The quickest and easier response those who like war - yes I do say like because it's impossible to say they don't like it when we can see that nothing will stop them - is that those who are against this inevitable war are either in favour of Saddam Hussein or against the
American People.
At this point I must say I am against this war, and that I am neither pro-Irak's present regime, wich is in fact a dictatorship, neither I am against the American People, wich I respect as my own European People. In spite of all the problems everyone might have in this recently called " Old Europe " - being France and Germany, but just on a quick note to the person who said it wich I won't mention his name, as I do recall Benjamin Franklin wich was an American President said: " Tous les Hommes ont deux patries. La France et sa même" ( Every Men have two nations. France and it's own ), so. from me to that person: The Old Europe salutes you - the same I am a proud and honored member and with strong roots in at least four of these countries, no one with a little part of it's brain active and still functioning supports Saddam Hussein or is against the American People. I don't support Saddam Hussein, however I also don't support George W. Bush's maniac war against a country just because he wants to rule and just because he wants to put an end to Peace in this same World I live in, however some times I think that it's just a bad dream.
Many are the people to whom I am sending this e-mail or letter, and not only to people from this land I still call my own. So that you know the nationalities of all those who are receiving this e-mail I'll make a quick list of your countries: Portugal, Spain, France, Italy, Greece, Russia, United Kingdom, South-Africa, Belgium, Canada, United States, Hungary, Azerbaijan, Australia, Chile and Czech
Republic. Your religions are pretty much different as well, since some of you are Catholics, Jews, Muslims, Buddhists and Protestants. For as long as I can remember I always liked to know different cultures and different people not considering any of you as a number, as a nation or as a political or religious belief, but as a person that in one or other situation I had the pleasure of meeting, so now you are receiving these simple words that represent my own state of mind.
Let no one of you think I will feel ashame to be a proud citizen of this great nation wich is Europe, the Old Europe. Yes I wasn't wrong. I am a European citizen, born in Lisboa, wich was allready declared one of the Peace Capital Cities of the World and now she is being pushed to a war. Yes I am against this war. Not because I am pro-Saddam Hussein. Not because I am against the American People. Not because those who are against the war are marked as being members of a political group wich I don't have, but because I don't believe that war will solve anything.
My European homeland wich goes from Portugal to Russia and fron Iceland to Georgia, has allready gone through to many problems, wars and in some times starvation. We don't need another war. Addressing especially to those of you who are American, recently reading an American newspaper, I have read something like " Have the
European's forgotten what we have done for them ? ", referring to the help the United States young soldiers did helping Europe to get rid of the Nazi occupation on the 1940's, I was shocked to see what were your newspapers saying about us. NO we haven't forgotten nothing of that, and NO we aren't against your people, however don't ask me or millions of other to stand beside your President and your Administration. His ideas and ways of action are the ones we are against. I have the higgest respect for each and every one of you. Some of you are really close friends to whom I have the higgest respect and
admiration, being this one of the reasons why I send you this text, however not knowing what you might think of it, I won't stop saying that I am an European, I am against war, I am against Irak's dictatorship, and I am not against any people or culture, either it is European,
American or Muslim. However I will stand up and point my finger to all those people or situations I do believe that are against Peace. Either it is in Irak, in the United States, in Israel or in Portugal wich is the place that has seen me since the day I was born until this day.
What makes me unhappy is to see a divided Europe due to some people who are unfortunatelly rulling our countries. The thing that makes me happy is to know that these same persons can be replaced how many times we want and that the divisions that are present in our
governments are not represented on the minds of our people. There is a mutual understandment between our people that war isn't desired and once again the ones that are divided are those who are on the governmental positions. In a land that has in the past century seen so many deaths, destruction and war at the hands of the maniac dictators, there can be no place for those who want war. In a land that was now trying to construct a peacefull nation, I must condemn those who now want to
transform this land on an belicist nation.
Speaking as a Lisboa born citizen, an European, and a citizen of the World, a world that in my belief can't have a place for terror, either from dictators or from those who like to ban terror with terror, I must say that this country where I live has in some periods said NO to some kind of agressions. During Napoleon's Invasion of Europe, he asked to all the British citizens who lived here, to be deported and to their belongings to be delivered to him, our King said NO. In 1974 our troops and then our people said NO to the dictatorship and to the colonial war wich was killing our people and the people of our African colonies. We said NO to the Yugoslavian agressions in Bosnia and Kosovo, and more recently we were thousands to say NO to the Indonesian agression in East
Timor, so at this point it is my time to say NO to those who support wars for oil such as the United States Administration or dictatorship's such as the Irak's Administration.
I do really hope - strange word these days - that you brave people did took a chance to reed this long text and in some way agree with this, but as freedom supporter I am, I will understand if you don't agree with my opinion, and I assure you I won't invade your house. Those who would like and want please react to this, because it's from
dialogue we should came to an agreement and not from shooting a gun demanding an agreement. If you consider me as to be another fool that just talks... well each of us acts and reacts the way we consider to be appropriate to the time, however some of us prefer that the way to act is to point a finger and not a gun. I just believe that I live in a World with so many cultures that could be used as well as the knowledges each one has to improve life, and we just use those knowledges to be indifferent to each other, to kill one another showing how powerfull we are.
And now I will end my letter not bothering you anymore but hoping you had the courage to see this to the end...

With my deepest regards and respect to all of you who are my friends...

Paulo Peralta

Thursday, March 11, 2004

Realmente, cada vez mais dá vontade de questionar o que raio andamos cá a fazer... Acordar ou ser acordado por notícias de atentados e de vítimas é algo que acontece cada vez mais frequentemente... A violência pelo "prazer" doentio que esta tráz é cada vez mais consistente na mente das pessoas... Já é uma necessidade para alguns matar e ver sangue é já uma necessidade. O constante desrespeito pela vida humana está num ponto sem retorno. Matar e matar mais são palavras de ordem para que se consiga ter um dia de atenção nos jornais mundiais e fazer ouvir um "nome" de modo a que meta "medo" aos nossos ouvidos. Mostro o meu repúdio por tudo e todos os que defendem estas medidas para fazer ouvir uma ideia ou conquistar um objectivo. É além de indecente, imoral, desumano e selvático, uma afronta aos que querem viver em dignidade, em liberdade e em paz. Não me interessa saber um nome ou um grupo, interessa-me sim saber que os actos praticados são do mais bárbaro e desumano que se pode fazer.
Sinto-me especialmente tocado pelos desenvolvimentos de hoje... Foi por Espanha que os meus entes passaram, é por Espanha que ainda hoje tenho bastante admiração e é em muitos aspectos com os espanhóis que me identifico. É com eles que hoje está a minha solidariedade e o meu pensamento. Não tenho muitas palavras de conforto, apenas a referência à minha solidariedade para com um povo, e em especial para com as famílias daqueles que hoje faleceram vítimas de mais um ataque brutal e desumano.

Para quem quiser expressar as suas condolências disponibilizo aqui o mail da Embaixada de Espanha:

embesppt@correo.mae.es

A todos um dia melhor