Sunday, March 27, 2005

" Olá como estás ? ( sorriso ) "
.
Porque será que as pessoas quando se cumprimentam, principalmente em caso de serem apresentadas, têm de se falar com rasgados sorrisos e mostrar sempre uma alegria esfusiante ? Não chega cumprimentar educadamente as pessoas, sem "mostrar os dentes" ? É porque nem sempre temos a mesma disposição radiante de falar como se tudo na vida andasse a 100 %. Daí bastar um cumprimento educado, e já é bom sinal ainda se falar mesmo quando a disposição seria para andar sempre de boca fechada.. É que nem sempre à pachorra...
.
E NÃO.. isto NÃO é recado para ninguém...

Wednesday, March 23, 2005

L.
.
.
porque eu não me esqueci, de azul como combinado :)


Fausto 5.0 é sem dúvida um excelente exemplo do melhor cinema fantástico e também do BOM cinema espanhol.
Toda a dinâmica do sonho, da morte, da vida, o confronto entre real e o irreal, a comédia negra, o drama... Tem tudo. Este Fausto 5.0 é uma supreendente mistura de boa fotografia, argumento e interpretações, o que o torna a meu ver um bom filme do fantástico, e o melhor desta colecção editada pelo Jornal de Notícias no que diz respeito aos melhores filmes premiados no Fantasporto.
For
Terri Schiavo
and for a death with DIGNITY.
.
For the Right to Euthanasia.

Monday, March 21, 2005

Como já deu para reparar.... hoje foi mesmo o dia de post's sobre cinema... Enfim.... é o meu vício por isso.... TENHAM PACIÊNCIA :P


Funny Games - Brincadeiras Perigosas, filme de 1997 do realizador austríaco Michael Haneke, é bem capaz de ser um dos dois filmes mais violentos que vi até hoje, juntamente com o Irreversible, de GAspar Noë.
Este Brincadeiras Perigosas conta a história de uma família que vai passar férias para a sua casa de campo, e um dia, um suposto vizinho aparece muito inocentemente pela sua casa com um pequeno pedido de auxílio. A partir daí, este e o seu amigo, raptam a família na sua própria casa, torturando física e psicológicamente toda a família, acabando finalmente com a morte de todos, pai, mãe e filho, repetindo aquilo que já haviam feito a outra família da vizinhança, e o mesmo que nos mostram irem repetir no final do filme.
O que este filme nos mostra é pura e simplesmente a violência pelo seu prazer, sem qualquer tipo de motivação, a não ser a capacidade de o fazer sem que ninguém o impeça.
Depois de ver este filme, acho que podemos esquecer Pulp Fiction, Cães Danados... Tudo... O único que como disse, se assemelha a este é mesmo o Irreversible. O filme está sem dúvida excelente... Muito bons actores, uma fotografia fantástica, um início calmo e que transmite paz... simplesmente para acabar na maior barbárie e selvejaria possível.
Sempre tive uma especial "simpatia" pelos actores que desempenhavam o "sacaninha" do momento porque acho que são aqueles papéis que desafiam, que mostram o nosso lado mais escuro, no entanto, e até à data, foram estes os únicos vilões protagonista do cinema, com os quais não consegui minimamente simpatizar. É simplesmente o mal representado sem qualquer subterfúgio, e dele ninguém consegue fugir. É o verdadeiro mal, sem precisar de se disfarçar de um monstro maléfico vindo do Inferno como vemos em tantos outros filmes. E um mal que assusta. Assusta porque se esconde atrás de duas simples caras, de dois simples jovens como qualquer outro, e de quem ninguém desconfia. Selvagem, brutal, desconfortável, mas sem dúvida um dos melhores e mais violentos filmes que vi.


Seguindo uma sugestão da Sara do Cacaoccino, e de um convite da Filipa, lá fomos os dois à Videoteca Municipal de Lisboa assistir a este filme À Cause d'Un Garçon, de Fabrice Cazeneuve.
Gostei da iniciativa dedicada a uma temática específica, neste caso a homossexualidade, do ambiente geral que me pareceu muito calmo ( ao contrário do que me aconteceu uma vez ao assistir a um ciclo de cinema italiano... E POUPEM-SE ÀS PIADAS.... a malta só gosta de falar alto :P ), e o filme em si pareceu-me bem dirigido e interpretado.
Seguindo uma tendência de ciclos de cinema, visto de este foi o terceiro, depois dos do Instituto Cervantes e do Instituto Italiano, acho que são estas iniciativas que dão a conhecer um pouco mais de cinema fora da corrente, visto que são filmes que muitas vezes são difíceis de passar em qualquer sala de cinema por poderem não ser muito comerciais, e também cinema que ajuda a debater e divulgar os mais variados assuntos.
Agora já se sabe.... Próxima paragem, é para me convidarem para o Fantasporto :P


Mais uma sugestão dinematográfica, é este brilhante filme Venha Ver o Paraíso, de Alan Parker, realizador entre outros de Mississippi em Chamas, Evita e Expresso da Meia Noite. Venha Ver o Paraíso, é a história de um americano que se apaixona e casa com uma americana de origem japonesa contra a vontade do seu pai, japonês de nascimento, e durante um dos períodos mais conturbados da História Mundial, ou seja, a Segunda Grande Guerra. A história de Lily e Jack ( Tamlin Tomita e Dennis Quaid em brilhantes papéis ) complica-se quando o Japão ataca a base naval norte-americana de Pearl Harbor, fazendo assim com que as suas vidas sejam marcadas e tocadas pelos conflitos que a partir daí se avizinhavam.
As questões centrais para mim, é neste filme, não tanto o facto do ataque japonês aos Estados Unidos, mas sim, as medidas que este último tomou em relação à população nipónica que aí nasceu, nomeadamente internamento em campos, chamemos de campos de concentração sem qualquer tipo de complexo, deportações, e curioso também, a troca de cidadãos norte-americanos de origem nipónica, por soldados norte-americanos feitos prisioneiros no Japão.
Refiro isto porque acho curioso como hoje os governantes do país que fala no respeito dos Direitos Humanos ( sendo ainda um dos países que mais os viola ), escondam, ou pelo menos tenta escondem ou omitir o facto de ter segregado uma significativa parte da sua população, com base apenas e só em critérios rácicos e discriminatórios. Fala-sem em Direitos Humanos hoje em dia, com uma leveza e ligeireza preocupante, pois não se toma em conta a verdadeira acepção de "Direito Humano" ( o respeito pelo outro indivíduo, suas crenças políticas, religiosas, morais, educacionais, culturais e sexuais, bem como direitos e deveres ), mas encara-se este termo não como o Direito Humano, mas sim o MEU Direito Humano, não respeitando a vontade do outro, mas sim a MINHA.
Chego à conclusão que falar em Direitos Humanos nos nossos dias, ano 2005, século XXI, não se trata de falar na qualidade, respeito e dignificação dos Direitos Humanos do indíviduo na sua generalidade, mas sim na minha acepção pessoal daquilo que deve ser o Direito Humano do próximo. Um Direito Humano restritivo, limitado e coordenado pela minha vontade enquanto governante, e não no Direito Humano do cidadão enquanto indivíduo e no respeito da sua individualidade e escolha como opção de vida.
Se à 60 anos atrás era de reclamar e criticar que estes Direitos Inalienáveis, que o são, deviam ser respeitados e implementados numa educação consciente, algo que infelizmente não acontecia, hoje em dia deveria ser um dos princípios base de um sistema que se quer educativo, algo que infelizmente ainda não o é.
Para se criar uma sociedade mais equilibrada, com base no respeito e na livre opção de pensamento e de modo de vida, seria bom que este sistema educativo que hoje (des)ensina aqueles que nele andam, começasse por informar correctamente os mesmos, mostrando não UMA visão de uma questão, mas sim TODAS as opções que a ele se referem.
Para que um futuro seja equilibrado e estável, com base no respeito pelo próximo, há que em primeiro lugar estar receptivo para as diferenças individuais que enriquecem o nosso espaço, e nunca por nunca o empobrecem, como por vezes há quem o queira evidenciar. Essa recepção terá de ser cultivada tanto num ensino globalizador, e não restritivo e segregário, quer a nível de ensino escolar, como principalmente com base numa educação. Educação esta que se tem em primeiro lugar, no grupo primário a que todos pertencemos; uma família.
Abrir os olhos é fácil. Todos nós o fazemos diáriamente sem qualquer tipo de problema ou restrição, e fazêmo-lo sempre que sentimos luz a bater-nos pela manhã. Pena é que os olhos da alma não sejam da mesma forma receptivos à luz da educação e da cultura, para que se quebrem os velhos sintomas de discriminação que ainda ensombram a mente de muitos de nós.
É este o fundamento base que encontro em muitos, ou todos talvez, os filmes de Alan Parker. Uma tentativa de mostrar a mim espectador, o que está para além do "meu" mundo... O Mundo dos outros. Aquelas pequenas ( grandes ) diferenças que me mostram que "eu" não estou sózinho, mas que partilho o mesmo espaço com um vasto número de outros indivíduos como "eu", além de igualmente mostrar uma significativa e importante parte da História Mundial, através daquilo que infelizmente ainda nos ensombra, ou seja, a violação desses Direitos Humanos e os Crimes contra a Humanidade que são, diariamente, cometidos por todo o Mundo dito "Civilizado".
Anedota da semana:

Perder 20 minutos a ver a ARtv ( Assembleia da República tv ) e "descobrir" que emitem muitos sons pela boca, e dizem, de facto, MUITO pouco.

Sunday, March 20, 2005


Sim, confesso... GOSTO do filme Legally Blonde :P Gosto bastante aliás... Porquê ? Porque tem tudo para deixar uma tipo bem disposto, rir, e de certa forma encontrarmos pontos semelhantes ao dia-a-dia pessoal... Sei lá... É um filme que me deixa bem disposto !!! That's it... Como diria o Rui... " Stupid But Good " :P Afinal... Quem é que não tem um pequeno ( grande ) loiro no seu espírito ???!!! ;)

Saturday, March 19, 2005

Porque hoje me fizeram falta...

Alfredo
Graça
Teresa
Nuno
Dinis
Paulo
Luísa
João
Gertrudes
Zé Manel
Paula
Diogo
Tomás
Cecília

Friday, March 18, 2005


A História de Adèle H. ( H. sendo de Hugo, a filha do grande escritor francês Victor Hugo ). Este filme realizado pelo mestre François Truffaut ( que tem uma fugaz aparição no filme ) retrata a vida de Adèle Hugo, magnificamente desempenhada por Isabelle Adjani, interpretação que lhe valeu o Cesar de Melhor Actriz e rendeu uma nomeação aos Oscars, e o seu percurso durante jovem, em que seguiu um oficial britânico para o Canadá e depois para as Ilhas Barbados, e como enlouqueceu devido a este amor não ser correspondido, bem como pelo seu profundo trauma pela morte da irmã.
Apesar de já antigo ( 1975 ) e de só à pouco tempo o ter visto em dvd, o qual aproveitei para comprar, este filme ( entre outros ) mostra como afinal o cinema europeu não é assim tão intragável como muitos de nós pensamos, e falando por mim, só mostra como dá mais vontade de conhecer sempre um pouco mais do "fora da tendência" americana, que em muitos casos actualmente já vai deixando a desejar. É sem dúvida uma boa escolha, e que não deve ser esquecida.
Não há nada, mas NADA... N-A-D-A.... mais irritante ao cimo desta santa terrinha do que quando acontece isto:
Loja: - Vai desejar factura ?
Eu: - Ah sim, se faz favor..
Loja: - E em que nome vai ?
Eu: - Paulo Peralta...
Loja: - Aqui tem... "
E quando vou a ver.... Lá está... " Paulo Pralta " ou então " Paulo Peralt " ou a minha ALLTIME FAVOURITE ( NOT ) " Paulo Pirata " ( e à custa desta do "Pirata" ainda pensaram que tinha sido um antigo cliente que tinha passado não sei quantas dezenas de contos de cheques sem cobertura na loja.
É que... 'tá bem... O apelido não é português... Pode haver alguma confusão... A malta é jovem... Há sempre quem tenha ouvido por lavar e limpar, e todos nós sabemos o mal que a "cera" faz ao pessoal... Mas por favor... POR FAVOR... Eu não ando por aí a chamar ninguém de Preira, Sillva, Cuelho e afins... por isso comecem a ter respeito pelo meu rico apelido, que foi conservado por tanta gente ao longo de uns largos séculos, não mo comecem a matar agora só porque têm ouvido mal lavadito.. E convenhamos... Higiene é sempre bonita e recomenda-se !!! ( sem desperdícios de água se faz favor, por é um bem para com o qual não devemos ter desrespeito nem leveza em andar por aí com torneiras abertas em enormes desperdícios ).
É que quanto ao meu nome que se "lixe" ( salvo seja )... Agora no que diz respeito ao apelido.. é algo de falta de nível ( para não dizer outra ) andarem por aí a errar ou ignorar algo que tão bem caracteriza a história pessoal de cada um.
Tenha dito... Já desabafei, e agora venham os comentários reaccionários de toda a santa pessoazinha que já me errou o apelido ! ( Dou conta de vocês todos, e como sou bem mais chato, vamos ver quem desiste primeiro de dar a sua resposta ) :P
" Não há nada mais prático do que uma boa teoria "

Thursday, March 17, 2005

Estava eu hoje a conversar no messenger com a DeVoor ao mesmo tempo que dava mais uma vista de olhos pelo mail a ver o que de novo havia, quando entre eles estava um intitulado de Brutalidade Humana.
Normalmente quando me aparecem estes mail's acabo por apagá-los sem ver o que por lá trazem, visto que normalmente não passam de meia dúzia de parvoíces que vão vigorando devido ao sensacionalismo do nome do mail, mas, tendo em conta a pessoa que mo enviou ser minimamente credível e nunca envia disto, lá me decidi a vê-lo.
Não me arrependo de o ter visto, mas ao mesmo tempo nunca imaginei enjoar-me TANTO ao ver um mail, como aconteceu com este... De facto o termo Brutalidade Humana aplica-se aqui e MUITO BEM. Como se isto não bastasse, ainda o complementam com isto, fazendo com que vergonhoso e triste ( não de sentimento, mas pelas desumanidade ) sejam as duas únicas palavras que me passam pela cabeça !
Aviso já que não é fácil ver isto, pelo menos para pessoas bem formadas, mas.... depois de o ver, é sempre "bom" saber o que por este nosso mundo está a acontecer... Se fosse de me meter em calmantes ou coisas do género... Acho que depois disto, bem precisava de meter-me numa embalagem inteira !!!
Cada vez mais me desiludo....

Wednesday, March 16, 2005

Aujourd'hui j'ai tué un de mes rèves !

Tuesday, March 15, 2005

Porque tem dias que não apetece dizer NADA !

Monday, March 14, 2005


Se o título já não dissesse tudo, o seu visionamento falaria por si... Mais palavras para quê ? :)

Sunday, March 13, 2005

Everybody's Changing... Including ME !
( why don't you notice it ? )


I can't believe a masterpiece could match your face Marilyn

Saturday, March 12, 2005

Miss Sarajevo
" Is there a time for keeping your distance
A time to turn your eyes away
Is there a time for keeping your head down
For getting on with your day
Is there a time for kohl and lipstick
A time for cutting hair
Is there a time for high street shopping
To find the right dress to wear
Here she comes
Heads turn around
Here she comes
To take her crown
Is there a time to run for cover
A time for kiss and tell
Is there a time for different colours
Different names you find it hard to spell
Is there a time for first communion
A time for East 17
Is there a time to turn to Mecca
Is there time to be a beauty queen
Here she comes
Beauty plays the clown
Here she comes
Surreal in her crown
Dici che il fiume
Trova la via al mare
E come il fiume
Giungerai a me
Oltre i confini
E le terre assetate
Dici che come fiume
Come fiume...
L'amore giunger
L'amore...
E non so più pregare
E nell'amore non so più sperare
E quell'amore non so più aspettare
Is there a time for tying ribbons
A time for Christmas trees
Is there a time for laying tables
And the night is set to freeze "
MADRID
Tomei o primeiro contacto com esta cidade no já distante ano de 1990. Com os meus apenas 10 anos de idade, aquilo que me interessava mais era saber se tinha "coisas giras" para ver. Se existia algo que me despertasse o interesse e me fizesse gostar do passeio. A única coisa que achei piada foram os enormes jardins, que suponho serem do Museu do Prado, que além de alguma esculturas que lá tinham na altura, tinha já instrumentos centenários também espalhados pelos mesmos.
E claro, qual a típica viagem por um país de futebol, que não consagrasse uma passagem por um dos seus mais emblemáticos estádios, o Santiago Barnabéu, que, como é óbvio, tinha de lá estar. Enfim... Coisas pequenas que me satisfazem ( ou satisfaziam ) os horizontes. Não eram pequenos, eram apenas mais limitados !
Algo sempre me ligou tanto a Espanha como a Itália, e aqueles que de mais perto comigo privam bem o sabem. Tenha Portugal um defensor tão grande em nacionais destes países, como têm os mesmos aqui na minha pessoa, alguém que os defenda das línguas mal-dizentes que povoam o espírito português. Esse "algo" que me ligava a estes países, era nesta altura algo que me ultrapassava. Algo que com a maturidade ( alguma ) e com o passar do tempo se veio a descobrir. Falo das minhas raízes. As minhas origens. Aquela empatia que se sente por algo sem saber de facto o porquê, e que com o tempo se desmistifica. É o tal "chamamento do sangue" como por vezes em tom de piada ( mas com muito sentimento ) digo, que sempre me fez olhar para o outro lado, com os meus verdadeiros olhos. Não estes verdes que tenho na cara, mas os que no fundo expressam o nosso pensamento.... Os "olhos" do coração.
Já por duas vezes que fui acordado com a frase " Paulo acorda que se passou algo ! "... Algo que seria melhor nunca ter acontecido... Momentos que não deveria ter visto... Palavras que deveria não ter escutado...
Tal como aproximadamente 3 anos antes... Ao acordar e ligar a televisão vi aquilo que não esperava ter visto. Tal como no 11 de Setembro de 2001 de Nova York e Washington, também o 11 de Março de 2004 passou a fazer parte do meu imaginário do macabro. O meu imaginário da podridão humana que invade cada vez mais a mente e o coração dos povos... Das pessoas... Pessoas ?... Vis seres que povoam o mesmo espaço que nós, e que resolvem chamar a atenção do Mundo cometendo exactamente o mesmo que eles próprios condenam... a Morte. A morte não de políticos ou militares que, segundo a sua opinião, provocam o pânico, o medo e a destruíção, mas sim a morte daquelas centenas ou milhares de pessoas que têm como único crime fazerem as suas vidas normais, mais ou menos felizes, com mais ou menos problemas e mais ou menos dívidas.
Alegrias, felicidades, problemas, risos, choros, raivas, angústias, êxtase.... O Fim.... Tudo acabou nesse dia para quase duas centenas de pessoas, que tiveram como o seu "crime" estarem num local errada a uma hora errada !
O mesmo povo que há anos vive com o problema do terrorismo interno, e que o tenta resolver dentro das suas possibilidades, teve neste dia o maior atentado terrorista provocado não pelos seus ( não que isso servisse como atenuante ), mas por outros que se resolveram a envolver mais pessoas que tinham como seu principal "mal" falarem Castelhano e estarem em Madrid.
Muitas palavras poderia escrever... Banalidades e trivialidades que a nada ou ninguém diriam rigorasamente NADA. Apenas palavras que ninguém lia ou se enjoavam ao fim de três ou quatro linhas.. Por isso o meu pensamento ficará para mim guardado, até que um dia alguém o ouse descobrir e desvendar.
Apenas espero não acordar mais com as palavras "Paulo aconteceu algo", porque saberei à partida que se as ouvir, também uma parte minha morrerá mais um pouco !
XXX A MADRID XXX

Friday, March 11, 2005


Falou-se muita coisa... Disse-se muito mal... Muitas críticas e com muito pouco conteúdo, a meu ver, apenas como uma forma destruitiva. Começo a pensar que a Nicole Kidman é um problema para of filmes que faz. Ninguém gostou do Disposta a Tudo, nem do Moulin Rouge, nem d'As Horas... Basicamente, ninguém gosta dela !
Cold Mountain conta uma história de amor entre duas pessoas que pouco contacto tiveram, antes de um deles partir para a guerra.. Filmado na Roménia, com cenários da Guerra Civil Americana, este filme do Anthony Minghella está para mim muito bem dirigido e interpretado por qualquer um dos actores principais, Jude Law, Nicole Kidman e Renée Zellweger ( que apesar de não apreciar muito esta última confesso que tem um muito bom papel e que para o qual lhe foi justamente entregue o Oscar, BAFTA e Globo de Ouro de Melhor Actriz Secundária ), bem como pelos seus inúmeros secundários como por exemplo Natalie Portman e Kathy Baker.
Pode não estar à altura de clássicos, nomeadamente E Tudo o Vento Levou, mas está sem dúvida um bom filme que, comparativamente a muitos outros bons filmes, teve a proeza de ser arrasado pela crítica.


A arma mais poderosa do mundo... E só por acaso... eu até as colecciono :P


MADRID
11.03.2004
X

Wednesday, March 09, 2005


E mais um filme para descomprimir das diárias insanidades mentais... De preferência um BOM filme. Comprei este Luta Cega por engano, pois pensei que era um outro que em tempos vi. Mas em nada me desiludi com a escolhe que tive, pois trata-se de um filme excelente, centrado na época do conflito civil no Líbano em que muitos ocidentais eram raptados como forma de mostrar ao Mundo, o que de facto se passava no Médio Oriente.
Além de ser um filme com uma história que, por motivos menos felizes, está sempre presente, Luta Cega é ainda um excelente exemplo de como dois homens que, à partida, poderiam ser rivais, sendo que um deles é britânico e o outro irlandês de Belfast, conseguem juntos travar uma boa amizade apesar das suas previsiveis "distâncias". Muito boa "gente" poderia ver este filme, que apesar do seu importante contributo histórico, tem ainda um contributo que força maior... A Humanidade existente em cada um de nós, e por outro lado o lado mais animal e selvagem a que podemos chegar. É sem dúvida um filme que por um acaso me chegou às mãos, mas daqueles que sem dúvida alguma ficam na memória.

Monday, March 07, 2005

Parabéns !

Felice Anniversario !

Joyeux Anniversaire !

Compleaños Felices !

Happy Birthday !
Pois é.... e já lá vai um ano, feito neste dia 7 de Março, que me estreei por estas andanças do blog. Agradeço a todos os que têm mostrado interesse pelas coisas que escrevo e também àqueles que não se ralam minimamente... Agradeço ao Papá, à Mamã, ao Amiguinho e à Amiguinha.... à Família, aos Vizinhos, ao Canário... e especialmente a MIM que tenho estes vipes momentâneos de por aqui ir deixando aquilo que me vai nesta minha mente já algo perturbada, aquilo que gosto, desgosto, vou gostando ou nem por isso.... E vamos lá ver se daqui a um ano estou a celebrando o SEGUNDO :P
Beijinhos, abraços e muitos palhaços, ao gosto da clientela que por aqui vai passando ! C'est tout ! ;)


Como conclusão deste último texto que enviei... Aqui fica o cartaz de um GRANDE filme Mar Adentro, de Alejandro Amenabar, e com o excelente Javier Bardem no papel principal que lhe valeu o Goya de Melhor Actor, a Coppa Volpi em Veneza e uma nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Actor em Drama.
Hoje em dia falamos muitas vezes no aborto, ou na interrupção voluntária da gravidez ( IVG ) como lhe quiserem chamar, por ser uma tema da moda, importante é verdade, mas porque é da moda... Calha bem em tempos eleitorais falar na IVG como um tema a defender para a sua consequente, e correcta, legalização em Portugal.
Muitas são as opiniões.... Umas amadas por uns, outras amadas pelos outros, cada um com o seu ponto de vista, mais ou menos correcto, no entanto, e sem ser preciso inundar a televisão e todo o tipo de comunicação social com argumentos mais ou menos brilhantes, em discussão numa das minhas aulas entre alunos e professora, ela disse algo que "cala" todo o tipo de argumentos que possam ou não existir por aí:
" No meu corpo além de mim, ninguém manda "
E é de facto aqui que toda a discussão termina. Nós como indivíduos temos a superioridade para com o nosso próprio corpo, em relação aos demais que julgam sobre ele mandar. Passando a comparação, que admito à partida não ser a mais brilhante, eu se quero fazer um piercing ou uma tatuagem... Cortar o cabelo de forma x ou y, não há ninguém além de mim que tem de opinar sobre essa medida.
O que está em causa, é como é que outrém pode achar que decide melhor e em qualidade sobre aquilo que ao meu corpo, mental e físico, me é melhor ou mais aconselhado ? É impossível o meu " vizinho do lado " saber mais sobre mim do que eu próprio. É impossível ! Eu sei de mim e sobre as escolhas e opções que tomo, e sobre a forma como elas se poderão refletir sobre mim próprio.
Com isto tudo quero chegar à reportagem que acabou à minutos de passar no Jornal da Noite da TVI, onde o tema é outros dos proibídos ( ainda mais que a IVG ) que é a eutanásia. Sobre o mesmo ponto de vista, ninguém além de mim, manda no meu corpo. Sou "eu" que afectado por uma doença em estado terminal devo opinar sobre o "meu" fim. Sou eu que devo optar pelo momento exacto para colocar um término ao "meu" sofrimento, e em que condições deverá ser efectuado. Sou "EU" que decido ! "EU" tenho a última e a mais importante, decidiva, palavra, e não o "meu vizinho do lado". Sou "eu" que sei aquilo que passo, ou poderei passar, e não os outros que se limitam a opinar à distância, legislar sem sentimento e sem conhecer aquilo pelo que os reais indivíduos passam; os seus problemas, as suas angústias e o seu sofrimento. Não só o seu sofrimento físico, mas acima desse o seu sofrimento psicológico que corrompe a mente, corrompe a memória, corrompe o espírito e acima de tudo corrompe a liberdade própria de poder decidir sobre o que queremos fazer.
Passava o ano lectivo de 1997 - 1998, quando na escola secundária, no meu 12º ano, na disciplina de IDES ( para quem não conhece é Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social ) em que uma da matéria dada era algo do género de " O FUTURO " onde eram debatidos vários assuntos desde a correcta utilização dos recursos naturais com vista ao uso dos mesmo pelas gerações futuras, formas de família, tecnologia, e uma das passagens dadas era exactamente a IVG e a Eutanásia, onde, nos nossos brilhantes 17 anos de idade onde o nosso próprio pensamento está na grande etapa das revoluções e das transformações, a nossa professora tem a audácia de dizer " não concebo como é que há pessoas que aprovam estas medidas " ( leia-se IVG e Eutanásia ). A minha simples pergunta é ( e foi na altura ) qual era o direito dela de questionar as opções individuais de cada um ? Quem é aquela mulher, que tem como função mostrar sempre os dois lados da moeda, para estar ali junto de uma turma de 40 pessoas dizer a pés juntos e defendendo-o como se daquilo fizesse a sua bandeira, que não compreendia a atitude das pessoas que as defendiam como medidas a serem aprovadas e legisladas. O que é que ela sabia para se tornar tão mais especialista do que os outros, utilizando apenas como seu argumento que " Todos os dias se descobrem curas e tratamentos novos " ? Ao mesmo tempo, nesse ano de 1997 - 1998, tive a minha avó no hospital, após uma vida dura cheia de doenças e enfermidades, uma quantidade de abortos ( chame-mos as coisas pelo nome ) que a deixaram com problemas de saúde durante toda a sua vida, devido às péssimas condições em que haviam sido feitos, e na clínica que esteve tinha ao seu lado uma outra senhora que tinha um cancro terminal. Tudo nela espelhava apenas uma coisa, a morte. O cheiro, a cor, o aspecto... TUDO ! Estaria esta pessoa capaz de receber um tratamento que lhe devolvesse a lucidez, depois do próprio cancro em si já lhe ter aberto feridas e chagas pelo corpo todo ? É certo que queremos ser optimistas e esperar sempre por uma cura, mas há casos e casos...
Vamos nós reclamar para nós o direito à vida de pessoas que na sua lucidez, optaram pela morte ? Por uma morte assistida, sem dor, no espaço em que se sentem à vontade, juntos dos seus entes queridos, onde possam perecer de uma forma calma, tranquila e harmoniosa ?
O único argumento que posso utilizar como conclusão deste meu desabafo é este " No meu corpo, além de mim, ninguém manda ".
Por muito que queiram passar a ideia de que tanto a IVG como a Eutanásia são actos irresponsáveis pois retiram a vida a um ser, a minha questão é só esta; não é retirar a dignidade e a liberdade a pessoas que podem estar a morrer sem dignidade ou a seres que se nascerem serão para sempre indesejados por quem os teve ? É esse tipo de pessoas que queremos ter na nossa sociedade ?
Já que na nossa última campanha eleitoral de 20 de Fevereiro se fez "prato forte" destes temas, pode ser que se lembrem agora de levar estes temas de novo à praça pública e que deixem tanto num caso como no outro, a população decidir, depois de uma séria e rigorosa campanha de esclarecimento público. Sem fantasmas nem ameaças. Apenas pelo esclarecimento !

Friday, March 04, 2005


Para uma pequena descontracção de estudo... Nada melhor que um filme de comédia onde reina a distracção e os bons momentos cheios de gargalhadas :) Nada melhor que um filme com o Joe Pesci no seu melhor... O Meu Primo Vinny que deu o Oscar de Melhor Actriz Secundária a Marisa Tomei ( uma pérola do filme ) conta a história de um advogado que vai defender um primo e um amigo deste num caso de homicídio no estado norte-americano do Alabama... Confesso que me diverti bastante a ver este filme, e sempre deixa com uma disposição fora do normal depois de um momento mais pesado... A quem tiver oportunidade de o (re)ver... força nisso :)
I
Don't
Believe
You
Know
Me
!
Como Teoria de Estado... Bebo Teoria de Estado... Sonho Teoria de Estado... Leio Teoria de Estado... Vejo Teoria de Estado... Oiço Teoria de Estado.... Falo Teoria de Estado.... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... Teoria de Estado... And it will all end... Monday March 7th, 2005 at 6 p.m.